Combustíveis mais baratos: o que muda com a redução de impostos e o subsídio ao diesel
09/09/2026 18:163 min de leituraAtualizado há 1 hora
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Fiscal e Obrigações, atualizado a cada mudança de norma.
Se a sua empresa depende de transporte, logística ou frota própria, preste atenção: o governo federal anunciou nesta semana um pacote de medidas para tentar conter a alta dos combustíveis no país. A ação combina redução de impostos sobre gasolina e etanol com a criação de um subsídio para o diesel, e já está em vigor. Mas o efeito real no preço que você paga no posto ainda depende de como essa economia será repassada ao longo da cadeia.
O que muda
A principal novidade é um decreto que reduz temporariamente os tributos federais (PIS/Pasep e Cofins) cobrados sobre a gasolina. A partir de agora, esses impostos somam R$ 0,16 por litro, uma redução de R$ 0,63 em relação ao valor anterior. Já o etanol hidratado, aquele usado diretamente como combustível, teve essas contribuições zeradas, o que representa uma desoneração de R$ 0,19 por litro.
Além disso, o governo publicou uma medida provisória destinando R$ 6,6 bilhões para subsidiar a produção e a importação de combustíveis. Dentro desse pacote, foi criado um subsídio de R$ 1 por litro para o diesel, num primeiro momento, valor menor do que o benefício anterior, que era de R$ 1,12. As empresas que aderirem a esse mecanismo precisam descontar o valor do subsídio diretamente no preço de venda e registrar essa redução na nota fiscal.
É importante ter clareza de que essas medidas não garantem, por si só, uma queda automática e imediata no preço da bomba. O impacto final depende do repasse feito pelas distribuidoras e pelos postos ao longo da cadeia de comercialização.
Antes
- Subvenção da gasolina: R$ 0,44 por litro
- Subsídio do diesel: R$ 1,12 por litro
Agora
- Imposto da gasolina cai para R$ 0,16 por litro
- Etanol hidratado tem tributos zerados
- Subsídio do diesel passa a R$ 1 por litro
Por que o governo agiu agora
O anúncio aconteceu no mesmo dia em que o petróleo Brent, referência internacional, ultrapassou US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho, chegando a US$ 101,21, alta de 3,36%. Essa escalada tem relação com ataques envolvendo Irã, Estados Unidos e Ucrânia, que afetaram petroleiros e refinarias, gerando preocupação com o abastecimento mundial e pressionando os preços dos combustíveis.
O diesel é especialmente sensível a esse cenário externo: segundo o governo, mais de 25% do combustível consumido no Brasil é importado, o que deixa o preço interno mais exposto às oscilações do mercado internacional. Isso explica por que o governo tem recorrido repetidamente a subsídios e desonerações desde o início dos conflitos que afetam a produção e o transporte de petróleo.
Prazos e o que fica em aberto
As novas regras, tanto a redução de impostos quanto o subsídio ao diesel, entraram em vigor nesta quinta-feira (10) e têm validade prevista até 5 de outubro. Vale destacar que o Ministério da Fazenda tem autonomia para alterar, interromper ou prorrogar o valor e a duração do benefício ao diesel, conforme as condições do mercado e a disponibilidade de recursos no Orçamento. Ou seja, esses números podem mudar antes mesmo do prazo final.
Para o seu negócio, o recado prático é: monitore o comportamento dos preços nas próximas semanas antes de projetar economia em custos de combustível para o planejamento financeiro. Se sua empresa trabalha com frota, logística ou compra frequente de diesel e gasolina, vale acompanhar de perto o repasse dessas medidas nos postos e distribuidoras da sua região, já que o benefício tributário não significa, automaticamente, preço final mais baixo. Nossa equipe está à disposição para ajudar você a entender o impacto dessas mudanças no fluxo de caixa e no planejamento tributário da sua empresa.
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