Bilionários da energia no Brasil: quem são e quanto valem os negócios
01/09/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 2 dias
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
O setor de energia segue sendo um dos que mais gera grandes fortunas no Brasil. Um levantamento recente identificou nove empresários bilionários com patrimônio ligado a diferentes frentes do setor: geração eólica e solar, distribuição de eletricidade, transmissão e até agroenergia. Juntos, eles somam R$ 44,7 bilhões, valor que ajuda a entender o peso econômico desses negócios e por que investidores e gestores de outras áreas costumam observar de perto o que acontece nesse mercado.
Quem lidera o grupo
O nome à frente é Mário Araújo Alencar Araripe, fundador da Casa dos Ventos, empresa do ramo de energia eólica. Com R$ 20,3 bilhões, ele concentra sozinho quase metade de toda a riqueza somada pelos nove bilionários do setor. No ano anterior, seu patrimônio era de R$ 18,1 bilhões, o que mostra um crescimento expressivo em pouco tempo. Esse tipo de salto reforça como o mercado de energia renovável tem se valorizado no país.
Logo atrás aparece Rubens Ometto Silveira Mello, ligado a empresas como Cosan, Raízen e Rumo, com R$ 6,3 bilhões. Ele está na categoria de agroenergia, que reúne negócios que combinam produção agrícola com geração de energia, como o setor sucroalcooleiro. Ometto é, isoladamente, o maior nome dessa categoria, que no total soma R$ 8,7 bilhões entre três bilionários.
Na sequência estão Ivan Müller Botelho e Ronaldo Cezar Coelho, ambos com R$ 5,1 bilhões e ligados à Energisa, distribuidora de energia elétrica. Os dois tiveram crescimento de patrimônio em relação ao ano anterior: Botelho saiu de R$ 4 bilhões e Coelho, de R$ 4,8 bilhões. Já Paulo Roberto Godoy Pereira, associado à Alupar, empresa de transmissão de energia, aparece com R$ 3 bilhões, também em alta frente aos R$ 2,9 bilhões da edição passada.
Outros nomes do setor
Além dos maiores patrimônios, a lista traz outros empresários com fortunas menores, mas ainda bilionárias. É o caso de Lauro Fiuza e Pedro Fiuza, do Grupo Servtec, do setor de energia solar, que juntos somam R$ 1,3 bilhão, também em crescimento frente ao R$ 1 bilhão do ano anterior. Já na agroenergia, João Guilherme Sabino Ometto e Luiz Antônio Cera Ometto, ambos ligados à São Martinho, têm R$ 1,2 bilhão cada. Fecha o grupo Carlos Alberto Mansur e família, com patrimônio também de R$ 1,2 bilhão, classificado em categoria que mistura bancos, energia e imóveis.
Vale entender como esses valores são calculados. A metodologia usada no ranking considera principalmente ações negociadas em bolsa, com base em cotações de fechamento de um dia específico do ano. Por isso, os números são públicos e auditáveis, mas também podem estar subestimados: bens como imóveis, obras de arte, aviões ou embarcações geralmente não entram na conta, a menos que o próprio empresário forneça dados confiáveis sobre eles. Em alguns casos, o patrimônio de irmãos ou de uma mesma família pode aparecer somado ou separado, dependendo de como o negócio é estruturado.
Por que isso importa para o seu negócio
Para quem empreende ou gere uma empresa fora do setor energético, esse tipo de ranking funciona como termômetro. Ele mostra onde o capital está se movimentando com mais força no país e sinaliza segmentos com potencial de expansão, como energia eólica, solar e agroenergia. Empresas que dependem de energia como insumo, o que inclui praticamente qualquer negócio, também podem se beneficiar ao acompanhar a saúde financeira dos grandes grupos que atuam nessa cadeia, já que isso impacta preços, investimentos em infraestrutura e a própria oferta de energia no médio prazo.
Fica claro que o setor de energia no Brasil segue em expansão e concentrando riqueza em poucas mãos, principalmente em negócios ligados a fontes renováveis. Para gestores e empresários, entender esse movimento pode ajudar a identificar oportunidades de parceria, fornecimento ou até investimento em áreas correlatas ao setor.
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