Bilionários da construção no Brasil: quem são e quanto valem em 2026
28/08/2026 05:004 min de leituraAtualizado há 6 dias
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
O setor de construção e incorporação imobiliária tem sete representantes entre os bilionários brasileiros de 2026, segundo levantamento da Forbes. Juntos, eles somam mais de R$ 30 bilhões em patrimônio e representam 2,75% do total de 255 bilionários do país. Um detalhe chama atenção: todas essas fortunas estão atreladas a empresas de capital aberto, ou seja, negociadas na bolsa de valores. Para você que atua no mercado imobiliário ou de construção, entender quem está por trás dessas companhias ajuda a enxergar o peso econômico do setor e como ele tem se movimentado nos últimos anos.
Quem são os bilionários e de onde vem a fortuna
A lista reúne nomes ligados a incorporadoras conhecidas do grande público, como JHSF, MRV, Cyrela, Cury, Direcional e Eztec. O destaque fica com a JHSF, que coloca dois sócios entre os maiores patrimônios do setor: Fábio Auriemo, fundador da empresa, com R$ 10 bilhões, e José Auriemo Neto, conhecido como "Zeco", com R$ 9,1 bilhões. A companhia vive um bom momento, com caixa positivo, dívida zero e resultados operacionais que têm agradado o mercado financeiro. Reflexo disso: as ações da JHSF subiram 32% neste ano e 88% em 12 meses, levando o valor de mercado da empresa a R$ 7,13 bilhões.
Rubens Menin, fundador da MRV, aparece na sequência com R$ 9,2 bilhões, embora tenha registrado queda em relação ao ano anterior. Ele também é chairman do banco Inter, mas hoje a gestão do dia a dia das duas empresas está nas mãos de sucessores, seus filhos Rafael e João Vitor Menin. Elie Horn, da Cyrela, soma R$ 3,7 bilhões e já passou o comando da construtora aos filhos, dedicando-se hoje a um fundo próprio e a projetos filantrópicos. Fábio Cury, da Cury, tem R$ 3,3 bilhões, enquanto Ricardo Valadares Gontijo, da Direcional, aparece com R$ 3 bilhões. Fecha a lista Flávio Zarzur, da Eztec, com R$ 2,1 bilhões.
Como esses patrimônios são calculados
É importante entender a metodologia por trás desses números, especialmente se você trabalha com dados financeiros ou análise de mercado no seu negócio. A lista da Forbes considera principalmente as participações acionárias em empresas listadas em bolsa, com base na cotação de fechamento de 30 de junho de 2026. Esses dados são públicos, oficiais e auditados, o que dá segurança à informação, mas também significa que o patrimônio pode estar subestimado. Isso porque, na maioria dos casos, itens como imóveis particulares, obras de arte, aviões ou embarcações não entram na conta, a não ser que o próprio bilionário forneça esses dados voluntariamente.
Outro ponto que vale observar é que, em alguns casos, o patrimônio de irmãos ou de outros familiares que dividem o controle de uma empresa pode aparecer somado ou separado, dependendo de como a sociedade está estruturada. Isso ajuda a explicar, por exemplo, por que só um representante de cada família aparece na lista em determinados casos, mesmo quando a empresa tem controle compartilhado entre parentes, como acontece na MRV, na Eztec e na Direcional.
O que isso mostra sobre o mercado imobiliário
Para quem gerencia uma empresa, seja do setor imobiliário, seja de outro ramo, esse tipo de ranking funciona como um termômetro. O fato de a maioria dessas fortunas ter crescido no último ano indica um cenário relativamente favorável para incorporadoras listadas em bolsa, puxado por resultados operacionais sólidos e valorização das ações. O caso da JHSF é o mais evidente: a estratégia de reduzir dívidas e focar em negócios de renda recorrente se traduziu diretamente em ganho de valor de mercado e, por consequência, no patrimônio de seus controladores.
Ao mesmo tempo, o ranking mostra que nem todo mundo cresceu: Rubens Menin e Ricardo Gontijo tiveram queda de posição no ranking geral de bilionários, mesmo com leve alta de patrimônio no caso da Direcional, o que reforça que o desempenho de uma empresa precisa ser comparado ao mercado como um todo, não apenas ao seu próprio histórico. Se você acompanha o setor de construção como fornecedor, parceiro ou investidor, vale ficar de olho em como essas companhias vêm se posicionando: dívida, caixa e foco em receita recorrente parecem ser os fatores que mais têm pesado a favor das empresas que mais cresceram na lista.
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