Atletas mais bem pagos da história: onde está o Brasil nesse ranking?
31/10/2026 05:004 min de leituraAtualizado há 10 horas
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.
Um levantamento recente reuniu os atletas que mais ganharam dinheiro ao longo da carreira no esporte mundial, somando salários, premiações e contratos de patrocínio. O grupo que já passou da marca de US$ 1 bilhão cresceu bastante nos últimos anos e hoje tem nove integrantes, com outros dois a caminho de entrar no clube em breve. Entre os nomes mais conhecidos estão Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Tiger Woods e LeBron James, mas o levantamento também aponta um brasileiro na rota desse grupo seleto: o jogador de futebol Neymar.
Embora o tema pareça distante da rotina de quem administra um negócio no Brasil, ele ilustra algo relevante para qualquer empresário: o poder das marcas pessoais e dos contratos de longo prazo como fonte de receita recorrente. Os valores envolvidos mostram como patrocínios e acordos comerciais podem superar, em muito, o que normalmente se pensa como "salário" de um profissional, um raciocínio que também vale para o posicionamento de marcas e produtos no mercado.
Quem lidera o ranking
Cristiano Ronaldo aparece no topo, com US$ 2,09 bilhões acumulados na carreira, impulsionado principalmente pelo contrato milionário com o clube saudita Al Nassr e por um portfólio robusto de patrocínios. A projeção é de que ele chegue a US$ 2,39 bilhões até 2027. Logo atrás estão Tiger Woods, com US$ 1,97 bilhão, Lionel Messi, com US$ 1,68 bilhão, e LeBron James, com US$ 1,68 bilhão também, mas em quarta posição conforme critérios de ordenação do ranking.
As estrelas do basquete Stephen Curry e Kevin Durant são as adições mais recentes ao grupo, ultrapassando a marca de US$ 1 bilhão durante a temporada 2025-26. Ambos devem, inclusive, ultrapassar nomes como o boxeador Floyd Mayweather, o tenista Roger Federer e o golfista Phil Mickelson no ranking geral, consolidando o basquete e o futebol como os esportes que mais concentram fortunas entre atletas.
Onde entra o Brasil nessa conta
Neymar é apontado como um dos próximos atletas a atingir a marca de US$ 1 bilhão em ganhos acumulados. Mesmo com a redução do salário após a transferência para o Santos, em 2025, seus ganhos com patrocínios seguem acima de US$ 20 milhões por ano, o que mantém seu nome entre os que caminham para esse grupo nos próximos meses, ao lado do piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton, que já acumula cerca de US$ 940 milhões na carreira.
O caso de Michael Jordan, considerado o ex-atleta mais rico do mundo, com patrimônio estimado em US$ 4,7 bilhões, chama atenção por um detalhe: ele não entra na lista dos maiores ganhadores de todos os tempos porque o levantamento considera apenas remuneração recebida enquanto o atleta ainda está em atividade. A maior parte da fortuna de Jordan veio depois da aposentadoria, com sua marca própria de produtos esportivos e a venda de um time de basquete por US$ 3 bilhões em 2023. Durante a carreira como jogador, ele recebeu apenas US$ 94 milhões em salários, valor que astros atuais da NBA superam em menos de dois anos.
O levantamento também mostra uma desigualdade marcante entre homens e mulheres no esporte: a tenista Serena Williams, maior ganhadora entre as mulheres, acumulou cerca de US$ 450 milhões antes de se aposentar, enquanto a atleta mais bem paga do ano passado, Coco Gauff, ganhou US$ 33 milhões, quase nove vezes menos do que Cristiano Ronaldo recebeu no mesmo período.
Para empresários e gestores, o caso reforça uma lição que vale para qualquer setor: construir uma marca pessoal ou institucional sólida, com contratos de longo prazo e diversificação de fontes de receita, é o que sustenta o crescimento patrimonial de forma mais consistente do que depender apenas de uma única fonte de renda. O exemplo de Neymar, próximo de uma marca histórica mesmo com salário reduzido, mostra como acordos de patrocínio bem estruturados continuam gerando valor relevante ao longo do tempo.
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