Pular para o conteúdo
VoltarTecnologia

Android 17 vai criptografar nome de sites: o que isso muda na prática

27/08/2026 14:403 min de leituraAtualizado há 6 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

O Google anunciou que o Android 17 vai passar a oferecer suporte a um novo padrão de segurança chamado Encrypted ClientHello (ECH). Na prática, essa tecnologia esconde o nome do site que está sendo acessado pelo usuário, dificultando que empresas de rastreamento, provedores de internet ou até agentes mal-intencionados descubram quais páginas estão sendo visitadas. Para quem administra um negócio e lida com dados de clientes, fornecedores ou informações internas, essa mudança representa um reforço relevante na proteção contra vazamento de informações sensíveis.

Mesmo sites que usam o protocolo HTTPS, considerado seguro por criptografar os dados trocados entre o navegador e o servidor, ainda deixam escapar um detalhe importante: o nome do domínio acessado. Isso significa que, mesmo em conexões "seguras", é possível saber quais sites uma pessoa visitou, mesmo sem acesso ao conteúdo. Esse tipo de informação, aparentemente inofensivo isoladamente, pode ser cruzado com outros dados para montar perfis detalhados de comportamento, algo que preocupa especialistas em privacidade e segurança digital.

O que muda com o ECH

Segundo o Google, o ECH funciona ocultando o nome de domínio por meio de uma chave de criptografia secreta que só pode ser decifrada pelo site de destino. Ou seja, quem estiver monitorando a conexão, seja um provedor de internet, uma rede pública de Wi-Fi ou um agente malicioso, não conseguirá identificar facilmente qual endereço está sendo acessado. Isso reduz o risco de que esses dados sejam usados para golpes direcionados, campanhas de phishing ou venda de perfis de comportamento para fins comerciais.

Um ponto de atenção importante é que essa proteção só funciona se o site ou aplicativo também oferecer suporte ao ECH. O Google reconhece essa limitação e afirma que está trabalhando junto a empresas do setor e desenvolvedores para acelerar a adoção do padrão. Ou seja, a proteção completa ainda depende de um esforço coletivo da internet, não apenas do sistema operacional do celular.

Como o Google contorna essa limitação

Para evitar que apenas alguns sites pareçam "protegidos" e outros não (o que poderia, ironicamente, entregar pistas sobre quais conexões são mais sensíveis), o Google vai adotar por padrão o chamado ECH GREASE. Essa tecnologia envia extensões de criptografia falsas e aleatórias para sites que ainda não suportam o ECH, fazendo com que todas as conexões pareçam iguais aos olhos de quem tenta monitorá-las. Na prática, isso uniformiza a aparência do tráfego de internet, dificultando a identificação de padrões mesmo em sites que ainda não adotaram a nova tecnologia.

Antes (sem ECH)

  • Nome do site acessado pode ser identificado por terceiros
  • Dados de navegação mais fáceis de cruzar em perfis
  • Maior exposição a phishing direcionado

Com ECH no Android 17

  • Nome do domínio criptografado desde o início
  • Conexões parecem iguais mesmo sem suporte total ao ECH
  • Redução do risco de perfis de comportamento detalhados

Para empresários e gestores, essa novidade tem impacto direto na forma como a equipe e os clientes interagem com sistemas e sites pelo celular. Negócios que dependem de aplicativos próprios, portais de atendimento ou plataformas de e-commerce devem ficar atentos à adoção do ECH por parte de seus fornecedores de tecnologia, já que isso pode se tornar um diferencial de segurança e confiança perante o consumidor.

Vale lembrar que essa proteção não substitui outras boas práticas de segurança digital, como uso de senhas fortes, autenticação em dois fatores e cuidado com links suspeitos. O ECH ataca um problema específico, a exposição do nome dos sites visitados, mas não elimina outros riscos, como golpes por mensagens ou softwares maliciosos.

Na prática, o que você precisa saber é que, com o Android 17, os aparelhos vão ficar mais preparados para proteger a privacidade de navegação de forma automática, sem exigir configurações complexas do usuário final. Ainda assim, o benefício completo depende da adesão de sites e aplicativos a essa tecnologia, um processo que deve ser gradual. Fique atento a atualizações do sistema operacional e, se sua empresa desenvolve ou mantém sites e aplicativos, avalie com sua equipe de tecnologia a adoção do ECH como parte da estratégia de segurança digital do negócio.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.