Saiba quais CPCs priorizar para o Exame CFC 2026.2

Quem pretende obter o registro profissional de contador precisa passar pelo Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), e a 2ª edição de 2026 já está com inscrições abertas. Para quem estuda para a prova, ou tem colaboradores e futuros contratados nessa fase, vale entender quais normas contábeis costumam receber mais peso na preparação, segundo professores e plataformas especializadas.
Para você, gestor, esse tema tem relevância direta: os CPCs mais citados como prioritários tratam de assuntos que aparecem no dia a dia da contabilidade de qualquer empresa, como estoques, imobilizado, provisões e a demonstração que mostra como a riqueza gerada pelo negócio é distribuída. Entender essa lógica ajuda a acompanhar melhor o trabalho do seu contador e a cobrar relatórios mais claros.
O que muda
O Exame de Suficiência reúne conteúdos de contabilidade geral, legislação, ética profissional e normas brasileiras de contabilidade. Entre os pronunciamentos técnicos apontados como estratégicos para a edição 2026.2 estão o CPC 00 (R2), o CPC 01, o CPC 09, o CPC 16, o CPC 25 e o CPC 27. Essa seleção não é oficial nem substitui o edital, mas reflete a recorrência desses temas em provas anteriores e a importância prática dos conceitos envolvidos.
| Pronunciamento | Tema |
|---|---|
| CPC 00 (R2) | Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro |
| CPC 01 | Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) |
| CPC 09 | Demonstração do Valor Adicionado (DVA) |
| CPC 16 | Estoques |
| CPC 25 | Provisões, passivos e ativos contingentes |
| CPC 27 | Ativo imobilizado |
O CPC 00 é tratado como base para os demais, já que traz os conceitos fundamentais usados na elaboração e na leitura das demonstrações contábeis. Compreender essa estrutura facilita a interpretação de normas mais específicas, porque vários pronunciamentos partem dela para tratar situações concretas, como a avaliação de estoques ou o registro de bens usados na operação da empresa.
Os CPCs sobre ativos, como o CPC 01 (impairment) e o CPC 27 (ativo imobilizado), ganham destaque porque envolvem decisões que afetam diretamente o resultado contábil de uma empresa: quando um bem perde valor de recuperação, ou como a depreciação é calculada e registrada. Já o CPC 16 trata dos critérios para reconhecer, mensurar e avaliar estoques, um ponto sensível para negócios que trabalham com produção ou revenda de mercadorias.
Completam a lista o CPC 09, que define como montar a Demonstração do Valor Adicionado, mostrando quanto de riqueza a empresa gerou e como ela foi distribuída, e o CPC 25, que orienta o tratamento contábil de obrigações e situações que dependem de eventos futuros para se confirmar, como processos judiciais ou garantias.
Prazos e quem pode participar
As inscrições para a 2ª edição do Exame de Suficiência 2026 seguem abertas até 7 de agosto, exclusivamente pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela aplicação da prova. A taxa de inscrição é de R$ 130. Uma mudança importante do edital é a ampliação do público: além dos bacharéis em Ciências Contábeis, agora também podem se inscrever estudantes matriculados a partir do quinto semestre do curso.
A prova objetiva será aplicada de forma presencial no dia 27 de setembro de 2026, das 10h às 14h, no horário de Brasília. O edital completo, com todos os conteúdos exigidos, está disponível nos sites da FGV e do CFC, e é ele que deve orientar o planejamento de estudos, já que a avaliação não se limita aos pronunciamentos mais citados por cursos preparatórios.
Como se preparar
Se você tem colaboradores ou familiares se preparando para o exame, o recomendado é combinar a leitura das normas com resolução de questões de provas anteriores e revisão constante dos conceitos, sem deixar de acompanhar o edital oficial na íntegra. Priorizar alguns CPCs pode ajudar a organizar o tempo de estudo, mas não substitui uma preparação que cubra todas as áreas cobradas pelo CFC. Para o seu negócio, o resultado prático é o mesmo de sempre: contadores mais bem preparados tendem a entregar informações contábeis mais confiáveis, o que facilita decisões financeiras, negociações com bancos e o cumprimento das obrigações da empresa.
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