Reforma Tributária: CFC lança guia para aplicação do IBS e da CBS

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) publicou a Orientação Técnica nº 1/2026, um guia voltado a ajudar profissionais da contabilidade a lidar com o registro do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) durante a fase de testes da Reforma Tributária, que já está em curso neste ano. Para você, empresário, isso significa que o escritório contábil que cuida do seu negócio ganha um material de referência para tomar decisões mais seguras nesse período de transição, mesmo antes de o novo sistema tributário valer de forma definitiva.
É importante entender que o documento não é uma norma obrigatória. Ele não substitui nem altera as Normas Brasileiras de Contabilidade (NBCs) já em vigor. Na prática, funciona como um farol: reúne orientações para que o contador use seu julgamento profissional com mais embasamento na hora de registrar, calcular e apresentar as informações financeiras da sua empresa relacionadas aos novos tributos.
O que muda na prática
Um dos pontos centrais da orientação é deixar claro que o IBS e a CBS não entram no cálculo da receita bruta da empresa. Como são tributos não cumulativos e cobrados "por fora", eles precisam ser contabilizados separadamente, seguindo as normas contábeis já existentes. Isso é relevante porque afeta diretamente como o faturamento aparece nos relatórios financeiros e pode influenciar análises de desempenho, negociações com bancos e até decisões internas de precificação.
O guia também trata de como apurar os créditos fiscais gerados por esses tributos e em que momento a obrigação de pagar deve ser lançada no passivo da empresa. Esses detalhes parecem técnicos, mas têm efeito direto no fluxo de caixa e na forma como o resultado do seu negócio é apresentado em balanços e demonstrações financeiras ao longo de 2026.
Quem precisa ficar atento
Empresas de todos os portes que já estão participando ou vão participar do período de teste do IBS e da CBS devem observar essas orientações junto com seus contadores. Departamentos fiscais e escritórios de contabilidade são os mais diretamente impactados, já que são responsáveis por colocar essas diretrizes em prática no dia a dia da escrituração contábil.
Como a orientação não é obrigatória, cada profissional vai analisar a situação específica de cada cliente, sempre com base nas NBCs já consolidadas. Isso reforça a importância de manter um diálogo próximo com quem cuida da contabilidade do seu negócio, para garantir que as escolhas feitas façam sentido para a realidade da sua empresa.
Como se preparar
O momento pede uma revisão de rotinas internas antes que o novo modelo tributário entre em vigor de forma definitiva. Isso inclui verificar se os softwares de gestão utilizados pela empresa estão parametrizados corretamente para separar o IBS e a CBS do restante do faturamento, ajustar políticas contábeis internas e reforçar os controles ligados à apuração desses impostos.
Se você é gestor, vale conversar com seu contador sobre o andamento dessas adequações e entender como elas vão afetar os relatórios financeiros da sua empresa neste período de teste. Antecipar esses ajustes evita retrabalho e reduz o risco de inconsistências quando as regras definitivas da Reforma Tributária estiverem totalmente em vigor. A orientação completa está disponível na página oficial do CFC para quem quiser se aprofundar nos detalhes técnicos.
Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.



