Pular para o conteúdo
VoltarFiscal

Reforma tributária: 1 em cada 3 empresas não avalia impacto no caixa

26/10/2026 06:543 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Contadores CNT · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.

Uma pesquisa recente mostra um retrato preocupante: 34% das empresas ainda não fizeram nenhuma análise de como a reforma tributária vai impactar o fluxo de caixa do negócio. É como se um terço das empresas estivesse de olhos fechados diante de uma mudança que vai afetar diretamente preços, custos e a saúde financeira da operação. Se você ainda não parou para calcular esses efeitos, não está sozinho, mas isso não significa que seja seguro esperar mais.

O levantamento, feito pela empresa de tecnologia ROIT, mapeou como as empresas brasileiras estão se preparando (ou não) para a reforma. Os números mostram que a maioria ainda está em uma zona de incerteza, com poucas empresas realmente prontas para a transição.

O que os dados revelam

Além dos 34% que não fazem nenhuma análise de impacto no caixa, outros 34% esperam um efeito moderado nas finanças. Uma parcela de 24% acredita que o impacto será neutro, e 8% já identificam risco de perder créditos tributários no processo. Para a ROIT, esse cenário representa uma alta vulnerabilidade nas rotinas financeiras das empresas, já que a maioria não tem clareza sobre o que vai acontecer com o próprio caixa.

Outro ponto sensível é a precificação. Quase metade das empresas, 44%, aponta as dúvidas sobre como repassar os novos tributos e sobre a não cumulatividade (o sistema de créditos que evita cobrança em cascata) como o maior gargalo da reforma. Na prática, isso significa que muitos empresários ainda não sabem como vão reajustar preços de produtos e serviços, nem como vão calcular o novo custo tributário embutido em cada venda.

Como as empresas estão reagindo à reforma
34%não analisam impacto no caixaparcela das empresas sem nenhuma avaliação sobre os efeitos financeiros da reforma.
44%dúvidas sobre precificaçãoapontam esse tema como o maior gargalo operacional da transição.
21%sem plano de contingêncianão têm estratégia para lidar com um travamento operacional no início da reforma.

Sistemas ainda não estão prontos

A pesquisa também avaliou a preparação tecnológica das empresas. Apenas 42% já têm os sistemas de gestão (ERP) e de tecnologia da informação adaptados e testados com automação fiscal, ou seja, prontos para operar sob as novas regras. Metade das empresas, 50%, está em processo de atualização, mas ainda sem previsão de quando os testes serão concluídos. Há ainda 4% que nem começaram a atualizar os sistemas e 3% que seguem dependendo de manuais ou tabelas manuais durante a transição, uma situação que aumenta bastante o risco de erros.

Soma-se a isso um dado que chama atenção: 21% das empresas não têm nenhum plano emergencial para lidar com um possível travamento operacional quando a reforma começar a valer. Ou seja, se algo não funcionar como esperado no início da transição, essas empresas não têm um plano B para continuar operando sem interrupções.

Por que isso importa para o seu negócio

Caroline Souza, líder de reforma tributária na ROIT, resume bem o risco: esperar a reforma começar para só então entender o impacto nos preços, nos cadastros e no caixa pode comprometer a continuidade da operação. Isso vale tanto para empresas pequenas quanto para negócios maiores, já que problemas de precificação, falhas de sistema ou falta de crédito tributário afetam diretamente a margem de lucro e o capital de giro.

Se a sua empresa ainda não fez uma análise detalhada do impacto da reforma no caixa, nos preços e nos sistemas, o momento de agir é agora. Conversar com seu contador, revisar processos internos e testar os sistemas antes da virada pode ser a diferença entre uma transição tranquila e uma crise operacional que afeta vendas, caixa e relacionamento com clientes.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.