Receita Federal apreende cocaína escondida em carga de café em Santos
01/10/2026 06:262 min de leituraAtualizado há 3 horas
Fonte: Receita Federal · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
A Receita Federal impediu, nesta quarta-feira, 30 de setembro, o envio ao exterior de 366 kg de cocaína que estavam escondidos em um carregamento de café no Porto de Santos. A droga foi descoberta durante uma fiscalização de rotina feita pela Alfândega de Santos, antes que a carga seguisse viagem para o porto de Barcelona, na Espanha.
O caso chama atenção pelo volume da operação: o carregamento total somava 77 toneladas de café, distribuídas em quatro contêineres. A cocaína foi encontrada em apenas uma dessas unidades, escondida dentro de 20 sacas de café, aparentemente preparadas para passar despercebidas em meio ao restante da carga legítima.
O que aconteceu
Segundo a Receita Federal, os tabletes de droga estavam cuidadosamente ocultos entre os grãos, uma estratégia usada para tentar burlar os controles aduaneiros. A descoberta aconteceu durante os trabalhos normais de vigilância e repressão realizados pela Alfândega, responsável por fiscalizar cargas que entram e saem do país pelo porto.
Os documentos de exportação indicavam que o destino final da mercadoria era a Espanha. Ou seja, a operação só foi interrompida porque a fiscalização identificou a irregularidade antes do embarque seguir seu curso normal.
Por que isso importa para quem exporta
Para empresas que atuam com comércio exterior, especialmente exportadores de commodities como café, o episódio reforça um ponto importante: cargas podem ser usadas, sem conhecimento do exportador, para o transporte ilegal de drogas. Isso é conhecido no setor como contaminação de carga, quando terceiros aproveitam uma remessa legítima para esconder produtos ilícitos.
Esse tipo de situação pode gerar transtornos sérios para a empresa exportadora, mesmo quando ela não tem nenhuma relação com o crime. Contêineres podem ser retidos, prazos de entrega comprometidos e a empresa pode precisar colaborar com investigações para comprovar que não teve envolvimento.
O que vem a seguir
Com a confirmação da droga escondida na carga, a Polícia Federal foi acionada para conduzir a perícia no local e dar início aos procedimentos cabíveis. O caso agora será apurado por meio de inquérito policial, que vai investigar como a droga foi inserida na carga e identificar os responsáveis.
Casos como esse reforçam a importância de empresas que atuam com exportação manterem rígidos controles logísticos, desde a origem da mercadoria até o fechamento dos contêineres, reduzindo o risco de serem usadas, sem saber, em esquemas desse tipo.
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