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Quem são os tenistas mais bem pagos do mundo em 2026

29/08/2026 12:524 min de leituraAtualizado há 3 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.

Se você acompanha o mercado de patrocínios esportivos, um novo levantamento sobre os ganhos dos tenistas em 2026 traz números que ajudam a entender como funciona a economia por trás do esporte. O italiano Jannik Sinner assumiu a liderança do ranking de faturamento bruto, somando premiações e patrocínios, superando o espanhol Carlos Alcaraz, que ocupava o topo nos dois anos anteriores. Fora das quadras, porém, quem lucra mais é Alcaraz, o que mostra como o valor de um atleta vai muito além dos resultados dentro do jogo.

O que mudou no topo do ranking

Sinner faturou um total estimado em US$ 58 milhões, entre os US$ 23 milhões conquistados em quadra (a maior cifra já registrada na história da lista) e US$ 35 milhões em patrocínios e outros negócios. Alcaraz chegou a US$ 53,7 milhões no total, mas levou vantagem justamente no lado comercial, com US$ 38 milhões vindos de contratos, presenças VIP e jogos de exibição, contra US$ 15,7 milhões em premiações. Essa diferença mostra que, para uma empresa ou gestor que pensa em marca própria, reputação e presença podem valer tanto quanto resultado direto de desempenho.

A ascensão de Sinner encerrou um ciclo de nove Grand Slams vencidos apenas por ele ou por Alcaraz, quebrado quando Alexander Zverev, de 29 anos, conquistou seu primeiro título de simples desde 2023, aproveitando a ausência dos dois rivais por lesão. Com a vitória, Zverev voltou ao ranking dos mais bem pagos pela primeira vez desde 2019, na 9ª posição, com US$ 18,7 milhões em ganhos nos últimos 12 meses.

Quem mais aparece na lista

O retorno de Serena Williams às quadras, após quase quatro anos afastada, foi um dos fatos mais comentados do levantamento. Mesmo disputando poucos torneios e faturando apenas US$ 131.932 em premiações, Serena somou US$ 40,1 milhões no total, garantindo a 3ª posição geral, atrás apenas de Sinner e Alcaraz. Praticamente todo esse valor vem de patrocínios e negócios paralelos, como parcerias com marcas de bebidas, alimentação e saúde, além de sua atuação como investidora.

Aryna Sabalenka aparece na 4ª posição, com US$ 36,1 milhões estimados, ultrapassando Coco Gauff, que havia sido a atleta mulher mais bem paga do mundo nos dois anos anteriores. A presença de Serena também ajudou a elevar o valor mínimo para entrar no top 10, hoje fixado em US$ 17,4 milhões, e garantiu, pela primeira vez na história do ranking, mais mulheres (seis) do que homens (quatro) entre os dez primeiros colocados.

Faturamento no top 10 mundial
US$ 333 milhõesreceita total do top 10Alta de 17% em relação aos US$ 285 milhões do ano anterior.
US$ 58 milhõesfaturamento de SinnerMaior valor do ranking, somando premiações e patrocínios.
US$ 23 milhõespremiação em quadra de SinnerMaior cifra já registrada em premiações na história da lista.

O crescimento da receita combinada do top 10 chama atenção por se aproximar do recorde histórico de US$ 343 milhões, alcançado em 2020, impulsionado principalmente pelo desempenho de Roger Federer, que naquele ano faturou US$ 106 milhões, o melhor de sua carreira. Depois que Federer se aposentou, em 2022, e Rafael Nadal encerrou a carreira em 2024, o ranking perdeu duas de suas fontes de renda mais constantes, o que torna o novo salto de faturamento ainda mais relevante para quem observa o mercado esportivo.

O debate sobre a divisão das premiações

Para além dos números individuais, o levantamento reforça uma discussão que interessa a qualquer gestor que negocia contratos e remuneração: a disputa por uma fatia maior das receitas dos torneios. Apesar de os quatro Grand Slams pagarem valores iguais para campeões e campeãs há anos, a diferença ainda existe em torneios menores. Além disso, atletas têm pressionado por aumento nas premiações gerais, já que, segundo apuração citada no levantamento, o valor total distribuído em Wimbledon representou cerca de 14% do faturamento do torneio.

Esse tipo de mobilização já trouxe resultados práticos: Wimbledon e o US Open anunciaram aumentos nas premiações, e os quatro Grand Slams criaram em conjunto um conselho de jogadores para dar aos atletas mais voz nas decisões dos torneios. É um movimento parecido com o que ocorre em outros setores quando profissionais se organizam para negociar melhores condições, um lembrete de que, seja no esporte ou nos negócios, remuneração justa costuma ser fruto de pressão organizada e não apenas de bom desempenho.

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