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Quem são os donos de times esportivos mais ricos dos EUA em 2026

15/09/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 2 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.

A Forbes publicou seu levantamento anual dos donos de grandes equipes esportivas americanas mais ricos, e o topo da lista segue com Steve Ballmer, ex-CEO da Microsoft e proprietário do Los Angeles Clippers, da NBA. Seu patrimônio é estimado em US$ 156 bilhões, o que o mantém na liderança pelo 12º ano seguido. A novidade é que Ballmer chega ao ranking em meio a uma polêmica: ele foi suspenso pela liga por um ano, depois que um relatório apontou que os Clippers usaram acordos secretos de patrocínio para driblar o teto salarial e contratar o astro Kawhi Leonard.

Mesmo com a punição, que também incluiu multa de US$ 30 milhões e a perda de cinco escolhas futuras no draft, o impacto financeiro para Ballmer é irrelevante: a multa representa menos de 0,02% de sua fortuna. O que pesa mais é a proibição de frequentar jogos e treinos no Intuit Dome, arena de US$ 2 bilhões inaugurada há dois anos pelo próprio Ballmer.

O que mudou no ranking deste ano

O conjunto dos 20 maiores proprietários esportivos dos Estados Unidos soma hoje US$ 666 bilhões, um crescimento de 10% em relação ao ano passado. Juntos, eles controlam 37 franquias importantes, entre times de NFL, NBA, MLS, NHL, ligas de futebol europeu e outras competições. A linha de corte para entrar no top 20 também subiu bastante: passou de US$ 10,1 bilhões para US$ 12,2 bilhões, um avanço de 21%.

Esse movimento de alta deixou de fora nomes que estavam na lista em 2025, como os donos do Atlanta Hawks, do Miami Heat e do Detroit Pistons, mesmo com fortunas superiores a US$ 10,6 bilhões. Em contrapartida, três novos bilionários entraram no ranking: Dan Friedkin (dono do Everton e da AS Roma), Jimmy Haslam (Cleveland Browns, Milwaukee Bucks e Columbus Crew) e Peter Mallouk, que comprou o Sporting Kansas City neste ano e entrou recentemente na lista de bilionários da Forbes.

Quem mais se destacou

Em termos de crescimento de patrimônio, Jimmy Haslam lidera o ranking de 2026, com alta de 40% em um ano, chegando a US$ 12,2 bilhões. Dan Friedkin também teve valorização expressiva, de 31%, alcançando US$ 12,7 bilhões. Já Stan Kroenke, dono de seis grandes equipes, incluindo Los Angeles Rams e Arsenal FC, segue como o proprietário com o portfólio esportivo mais robusto e viu sua fortuna crescer 30% desde o ano passado, para US$ 27,6 bilhões.

Nem todos tiveram boas notícias financeiras. Três dos 20 principais proprietários ficaram mais pobres em relação a 2025: Miriam Adelson, do Dallas Mavericks, teve queda de 12%; Dan Gilbert, do Cleveland Cavaliers, recuou 14%; e Philip Anschutz, dono do Los Angeles Kings e do LA Galaxy, teve leve queda de 0,5%.

O ranking em números
US$ 156 bifortuna de Steve Ballmerlíder do ranking pelo 12º ano consecutivo.
US$ 666 bisoma dos 20 maiores proprietáriosalta de 10% em relação a 2025.
US$ 12,2 bilinha de corte do top 20subiu 21% frente aos US$ 10,1 bi do ano passado.

Além das oscilações de fortuna, a lista também reflete movimentações no mercado de franquias. Vinod Khosla, que concluiu a compra do Seattle Seahawks por um valor recorde de US$ 9,6 bilhões na NFL, ficou de fora do top 20 mesmo com patrimônio estimado em US$ 11,4 bilhões, justamente porque a barra de entrada subiu. Já Stan Kroenke deve ampliar ainda mais seu domínio no setor, com um acordo recente para comprar participação majoritária no Los Angeles Angels.

O ranking também expõe episódios delicados fora das quadras e dos campos. Mark Walter, dono de parte do império que inclui Lakers e Dodgers, está sob investigação federal por não divulgar vínculos financeiros entre empresas que controla, e concordou em vender os Lakers. Jed York, do San Francisco 49ers, foi preso recentemente e não contestou acusações de contravenção. Nenhum dos dois, porém, entrou no top 20 deste ano, apesar de patrimônios bilionários.

Para quem acompanha o mundo dos negócios e do esporte, o levantamento reforça uma tendência: a valorização das franquias esportivas americanas continua acelerada, favorecendo proprietários que souberam investir cedo, mesmo quando esse investimento vem acompanhado de riscos regulatórios e reputacionais, como mostra o caso de Ballmer.

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