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Quem são os bilionários do setor de shoppings no Brasil em 2026

01/09/2026 05:004 min de leituraAtualizado há 2 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

O setor de shopping centers colocou seis empresários brasileiros na lista de bilionários da Forbes em 2026. Juntos, eles somam quase R$ 40 bilhões em patrimônio, o equivalente a 2,35% do total de nomes do ranking nacional. Mais chamativo do que o valor é o movimento: todos os seis subiram de posição em relação ao ano passado, um indício de que o mercado de shoppings viveu um período de valorização mesmo com juros altos pressionando o consumo.

Se você administra um negócio que depende de fluxo em centros comerciais, seja como lojista, prestador de serviço ou fornecedor, entender quem está por trás desses grupos ajuda a enxergar o tamanho e a solidez financeira dos players que definem regras de locação, mix de lojas e investimentos em expansão nesse mercado.

Quem são os bilionários do setor

Fábio Auriemo, de 74 anos, fundador do grupo JHSF, lidera o segmento com patrimônio de R$ 10 bilhões, alta de 23,75% ante os R$ 8 bilhões do ano anterior. Ele subiu da 53ª para a 35ª posição no ranking geral. A JHSF, criada em 1972 como pequena construtora, hoje reúne shoppings, empreendimentos residenciais, aeroporto executivo, hotelaria e clubes.

José Auriemo Neto, o "Zeco", de 50 anos, também integra a JHSF como acionista e presidente do conselho. Seu patrimônio saltou de R$ 6,8 bilhões para R$ 9,1 bilhões, alta de 33,82%, levando-o da 59ª para a 37ª posição. Ele controla a rede de restaurantes Fasano e comanda o único aeroporto executivo privado do país, em São Roque (SP).

Do interior de Santa Catarina vem Jaimes Almeida Junior, de 68 anos, que começou no setor bancário trabalhando com financiamentos imobiliários antes de migrar para shoppings em busca de renda estável. Seu patrimônio passou de R$ 8,1 bilhões para R$ 8,8 bilhões, alta de 8,6%, e ele avançou da 83ª para a 39ª posição.

José Isaac Peres, de 86 anos, é o controlador da Multiplan, empresa que fundou em 1974 e que administra shoppings como o Morumbi Shopping, em São Paulo, e o VillageMall e o Barra Shopping, no Rio de Janeiro. Seu patrimônio subiu de R$ 6,5 bilhões para R$ 7,1 bilhões, alta de 9,2%, e ele passou da 64ª para a 53ª posição.

Carlos Francisco Ribeiro Jereissati, de 80 anos, controla a holding cearense La Fonte Participações, dona da rede Iguatemi. Registrou o maior crescimento percentual entre os quatro primeiros nomes: seu patrimônio foi de R$ 2,8 bilhões para R$ 3,2 bilhões, alta de 14,3%, subindo da 146ª para a 118ª posição.

Bilionários dos shoppings em 2026
R$ 40 bipatrimônio somadoreunido pelos seis bilionários do setor de shoppings.
2,35%do ranking geralparticipação do grupo entre os 255 bilionários brasileiros.
33,82%maior alta individualcrescimento de patrimônio de José Auriemo Neto (JHSF).

Fecha a lista Estevam Duarte de Assis, de 69 anos, e sua família, que registraram a maior variação percentual do grupo: patrimônio de R$ 1,4 bilhão para R$ 1,7 bilhão, alta de 21,4%, subindo da 234ª para a 187ª posição. A família vendeu a rede de supermercados Bretas ao grupo chileno Cencosud em 2010 por R$ 1,35 bilhão e desde então investe na empresa familiar de shoppings SFA Malls, além de hotéis e construção civil.

O que explica esse movimento

A valorização do setor aparece refletida na bolsa de valores: ações de empresas como Multiplan e Iguatemi vêm subindo desde o início do ano e também na comparação de 12 meses. Isso mostra que, apesar do cenário de juros altos e do aperto no consumo, o mercado tem enxergado valor consistente nos negócios de shopping centers, o que se traduz diretamente no patrimônio de quem controla essas companhias.

Vale lembrar que a Lista Forbes usa principalmente ações listadas em bolsa, com base na cotação de fechamento de 30 de junho de 2026, e não costuma incluir bens como imóveis, obras de arte ou aeronaves, salvo quando o próprio bilionário fornece esses dados. Isso significa que os valores divulgados podem, inclusive, estar subestimados em relação ao patrimônio real desses grupos.

Para quem atua no varejo, presta serviços a shopping centers ou avalia oportunidades de negócio nesse ecossistema, o recado prático é que o setor segue atraindo capital e crescendo mesmo em um ambiente econômico desafiador. Acompanhar a saúde financeira dos grandes controladores ajuda a antecipar movimentos de expansão, novos empreendimentos e possíveis mudanças na dinâmica de locação e ocupação dos espaços comerciais nos próximos anos.

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