Quem são os bilionários brasileiros da tecnologia em 2026
28/08/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 6 dias
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
O setor de tecnologia continua sendo um dos mais rentáveis do mundo, e isso também aparece no ranking dos bilionários brasileiros de 2026. Três nomes ligados a esse ramo estão na lista: Eduardo Saverin, cofundador do Facebook; José Roberto Nogueira, fundador da provedora de internet Brisanet; e Laércio Cosentino, fundador da Totvs, empresa de software de gestão. Para você que empreende ou administra um negócio, essas trajetórias mostram caminhos diferentes de crescimento, da fundação de uma rede social global a um provedor regional de internet e um sistema de gestão usado por empresas em dezenas de países.
Quem lidera a lista
Eduardo Saverin segue como o brasileiro mais rico do mundo, posição que ocupa desde 2023. Ele ajudou Mark Zuckerberg a criar o Facebook ainda na época de faculdade, em Harvard, e essa participação na fundação da empresa é a base da sua fortuna. Segundo a lista, seu patrimônio caiu 28,24%, somando R$ 162,9 bilhões, reflexo da queda de cerca de 16% nas ações da Meta nos últimos 12 meses até junho de 2026, período marcado pelo aumento da concorrência entre empresas de inteligência artificial.
Mesmo morando em Singapura desde 2012 e mantendo um perfil discreto, Saverin segue ativo nos investimentos em tecnologia. Ele é dono da B Capital, gestora voltada para startups, que em julho de 2026 anunciou a criação de um novo fundo de venture capital, o Ascent Fund III, com captação de US$ 500 milhões destinados a startups de inteligência artificial nas áreas de saúde e energia, na América do Norte e na Ásia.
Os outros nomes da tecnologia
José Roberto Nogueira é o fundador e CEO do Grupo Brisanet, empresa criada em 1998 na cidade de Pereiro, no Ceará, com o objetivo de levar internet a preços acessíveis para o sertão nordestino. Autodidata, ele transformou a Brisanet na maior provedora independente de internet e fibra óptica do país, com atuação no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. A empresa chegou a 1,37 milhão de clientes de banda larga fixa em julho de 2024. Nogueira também é sócio-diretor de outros negócios, como a Nossa Fruta Brasil e a Agritech.
Já Laércio Cosentino é o nome por trás da Totvs, uma das pioneiras no Brasil no desenvolvimento de softwares de gestão empresarial. Ele fundou a Microsiga em 1983, aos 23 anos, em parceria com quem era seu chefe na época. A empresa, depois rebatizada Totvs, abriu capital na bolsa em 2006 e passou a crescer por meio de aquisições, chegando hoje a atuar em 41 países. Cosentino deixou a presidência em 2018, após 35 anos no cargo, mas continua como presidente do conselho de administração e maior acionista individual, com 8,6% das ações da empresa.
Quem saiu da lista
Nos últimos 12 meses, dois nomes ligados à tecnologia deixaram o grupo de bilionários brasileiros: Ernesto Mário Haberkorn e Daniel de Freitas. A saída reforça como esse tipo de ranking é sensível às oscilações do mercado, já que a metodologia da Forbes considera principalmente o valor das ações em bolsa, com base na cotação de fechamento do dia 30 de junho de 2026.
Vale lembrar que a metodologia da Forbes se baseia principalmente em dados públicos e auditados, como ações negociadas em bolsa. Isso significa que o patrimônio informado pode estar subestimado, já que bens como imóveis, obras de arte, aviões e embarcações geralmente não entram na conta, a menos que o próprio bilionário forneça essas informações voluntariamente.
Para gestores e empresários, esses casos servem como referência de que negócios em setores como conectividade, softwares de gestão e investimentos em tecnologia continuam entre os que mais geram valor no país. Acompanhar como essas empresas crescem, se internacionalizam e se adaptam a mudanças de mercado, como a concorrência crescente em inteligência artificial, pode trazer boas lições estratégicas para o planejamento do seu próprio negócio.
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