Quem são os bilionários brasileiros da saúde e como fizeram fortuna
01/09/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 2 dias
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
Se você trabalha com saúde, seja como gestor de clínica, hospital, operadora de plano ou empresa do setor, vale conhecer quem construiu as maiores fortunas nesse mercado no Brasil. A Lista Forbes de Bilionários Brasileiros 2026 traz 13 nomes ligados à saúde, que juntos somam R$ 53,19 bilhões, o equivalente a 5,10% de todo o patrimônio mapeado pela publicação. É a sexta área com mais representantes no ranking geral.
Quem lidera a lista
O nome mais rico do setor é Jorge Neval Moll Filho, fundador da Rede D'Or, com patrimônio de R$ 19,9 bilhões (aparecendo também como R$ 19,5 bilhões na 21ª posição do ranking geral). Cardiologista, ele criou a empresa em 1977, e hoje o grupo é o maior operador hospitalar do país, com 69 hospitais próprios e 53 clínicas oncológicas. A companhia abriu capital na bolsa em 2020, numa operação que movimentou R$ 11,3 bilhões. Moll segue como principal acionista e preside o conselho, enquanto a esposa, Alice Junqueira Moll, e os cinco filhos do casal também são acionistas e entram na lista de bilionários.
Isso mostra como a Rede D'Or concentra boa parte da riqueza do setor: ao todo, sete bilionários da lista devem sua fortuna à empresa, que responde sozinha por R$ 38,80 bilhões do total, ou 2,75% de todo o patrimônio mapeado na lista geral. Além de Jorge Moll e da esposa, estão nesse grupo os filhos André, Jorge Neto, Paulo (CEO da companhia), Pedro e Renata, cada um com patrimônio avaliado em R$ 3,2 ou R$ 3,3 bilhões.
Outros nomes que aparecem na lista
Fora o núcleo da Rede D'Or, outras histórias chamam atenção. Dulce Pugliese de Godoy Bueno, que fundou a Amil em 1972 ao lado do ex-marido Edson de Godoy Bueno, aparece com R$ 4,8 bilhões, ocupando a segunda posição entre os bilionários da saúde. Mesmo tendo saído da gestão diária da empresa após o divórcio, ela manteve participação relevante nas ações.
Candido Pinheiro Koren de Lima, médico oncologista, fundou em 1979 uma clínica em Fortaleza que deu origem à Hapvida, hoje avaliada em R$ 2,9 bilhões de patrimônio para ele. A empresa cresceu bastante após a fusão com a NotreDame Intermédica em 2021, embora as ações tenham recuado em 2025 e 2026. Já a família Salvador Silva, do grupo Mater Dei (fundado em Belo Horizonte em 1980), soma R$ 2,2 bilhões, com quatro irmãos entre os principais acionistas da rede hospitalar mineira.
Outros casos mostram como vender o negócio também pode ser caminho para a fortuna: Victor Cavalcanti Pardini e as irmãs, herdeiros do fundador da Hermes Pardini, venderam a empresa de medicina diagnóstica ao Fleury em 2023 e aparecem com R$ 1,8 bilhão. Um caminho parecido teve Nabil Nasr Barbanti, que vendeu a Intermédica ao fundo Bain Capital em 2014 por quase R$ 2 bilhões, e hoje tem patrimônio avaliado em R$ 1,6 bilhão. Fecha a lista André Junqueira dos Santos Pessoa, do Grupo São Francisco, vendido à Hapvida em 2019, com R$ 1,1 bilhão.
O que isso mostra para quem está no setor
Para empresários e gestores de saúde, esses casos reforçam um padrão: grande parte das fortunas do setor nasceu de negócios familiares que cresceram, abriram capital na bolsa ou foram vendidos para grupos maiores. Consolidação, fusões e aquisições aparecem como movimentos recorrentes entre praticamente todos os nomes da lista, sinal de que o mercado de saúde no Brasil segue em processo de concentração, com operadoras e redes hospitalares absorvendo negócios menores.
Vale lembrar que a lista considera principalmente ações negociadas em bolsa, com base em cotações de fechamento de 30 de junho de 2026, e pode não incluir bens como imóveis, obras de arte ou aeronaves, a não ser que o participante forneça esses dados. Por isso, os patrimônios reais podem ser ainda maiores do que os números divulgados.
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