Quem são as mulheres mais ricas do Brasil em 2026
28/08/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 6 dias
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
A Forbes divulgou a nova lista de bilionários brasileiros e, dentro dela, o recorte das mulheres mais ricas do país. Embora o número total de bilionárias tenha caído em relação ao ano anterior, o topo do ranking segue estável, com nomes ligados a grandes grupos familiares e alguns casos de fortunas construídas do zero. Para você que acompanha o cenário econômico ou administra um negócio, essa lista funciona como um retrato de quem concentra riqueza no Brasil e de onde ela vem: herança, participação em empresas de capital aberto ou empreendedorismo.
Quem são as dez mais ricas
No topo está Vicky Sarfati Safra, viúva do banqueiro Joseph Safra, com patrimônio de R$ 130,6 bilhões somado ao dos filhos. Ela ocupa a segunda posição no ranking geral de bilionários brasileiros, atrás apenas de Eduardo Saverin, cofundador do Facebook. As demais posições do top 10 reúnem principalmente herdeiras de grandes grupos empresariais, como Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela (Itaú), Mariana Voigt Schwartz Gomes (WEG), Neide Helena de Moraes (Votorantim), além de Dora e Lívia, também ligadas à WEG, Vera Rechulski Santo Domingo (participação na AB InBev) e Márcia Pascoal Marçal dos Santos (Marfrig).
O destaque fica por conta das exceções: Luana Lopes Lara, cofundadora da plataforma Kalshi, e Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, são as únicas do grupo classificadas como "self-made", ou seja, construíram a própria fortuna em vez de herdá-la. Luana, aos 30 anos, é uma das estreantes da lista deste ano, com patrimônio de R$ 13,4 bilhões. Cristina, com R$ 8,1 bilhões, entrou para o ranking após o IPO do Nubank em 2021 e é a primeira mulher a se tornar bilionária no Brasil por conta de uma fintech.
Uma novidade além do topo
Outra estreante da edição é Regina Helena Scripilliti Velloso, herdeira do grupo Votorantim, com patrimônio avaliado em R$ 5,4 bilhões. O grupo, aliás, aparece com força na lista: além de Neide Helena de Moraes, a Votorantim é apontada como o quinto maior grupo industrial diversificado da América Latina, com operações em mais de 20 países e faturamento de R$ 103,8 bilhões em 2025, alta de 16,4% em relação a 2024. Esse dado ajuda a explicar por que famílias ligadas a esse tipo de conglomerado aparecem de forma recorrente entre as fortunas mais robustas do país.
Vale notar que a maioria das mulheres do top 10 não ocupa cargos de gestão direta nas empresas que sustentam sua riqueza, atuando antes como acionistas relevantes ou à frente de iniciativas filantrópicas e sociais, caso de Ana Lúcia Villela, que preside o Instituto Alana e tem atuação reconhecida internacionalmente na área de desenvolvimento infantil.
Como a lista é calculada
A metodologia da Forbes prioriza dados públicos e auditáveis, principalmente ações negociadas em bolsa, com base na cotação de fechamento de 30 de junho de 2026. Isso significa que o cálculo tende a subestimar patrimônios, já que bens como imóveis, obras de arte, aviões ou embarcações só entram na conta se o próprio bilionário concordar em informá-los. Em alguns casos, o patrimônio de irmãos ou outros familiares é somado; em outros, contabilizado separadamente, o que também influencia a posição de cada nome no ranking.
Para quem lida com gestão financeira ou societária, esse detalhe da metodologia é um lembrete prático: rankings de fortuna refletem principalmente participações societárias formais e ativos líquidos, não o patrimônio total de uma família. Entender essa diferença ajuda a interpretar com mais precisão notícias sobre concentração de riqueza e sucessão empresarial no Brasil, temas que impactam diretamente o planejamento de longo prazo de negócios familiares.
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