Quem é o novo CEO da Elanco Brasil e o que ele planeja para o setor
04/09/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 1 hora
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
Se você trabalha com pecuária, avicultura, suinocultura ou atua no mercado pet, vale conhecer quem está à frente de uma das maiores empresas de saúde animal do mundo no Brasil. Paul Riga, médico-veterinário nascido em Bruxelas, assumiu recentemente o comando da Elanco Brasil e concedeu sua primeira entrevista a um veículo de comunicação nacional. A conversa revela como ele enxerga o país, o setor e as oportunidades para quem depende de insumos e tecnologia voltados à produção animal.
A Elanco é hoje uma das quatro maiores empresas de saúde animal do planeta, atrás apenas de Zoetis, MSD e Boehringer Ingelheim. A companhia fechou 2025 com receita global de US$ 4,72 bilhões, o equivalente a R$ 24,08 bilhões na cotação atual. No Brasil, a empresa está presente desde 1973, tem sede em São Paulo, fábrica em Barueri e cerca de 384 colaboradores. Depois dos Estados Unidos, o Brasil é a segunda maior operação da companhia em receita, puxada pelo tamanho do rebanho nacional e pelo crescimento do setor pet.
Um executivo europeu diante da escala brasileira
Riga construiu carreira como veterinário antes de migrar para a indústria farmacêutica voltada a animais. Está há cerca de 16 anos na Elanco, onde passou por vendas, operações e marketing até liderar a subsidiária francesa. Apesar da bagagem internacional, nunca tinha vivido na América Latina antes de assumir o cargo no Brasil, e sua primeira visita ao país aconteceu apenas em agosto do ano passado.
Para quem entende o tamanho do Brasil, um comentário do executivo ajuda a dimensionar o choque de escala: uma grande fazenda francesa reúne cerca de 800 bovinos, enquanto no Brasil propriedades com mais de 2,5 mil animais fazem parte da rotina comercial da empresa. Essa diferença de tamanho, segundo ele, exige mais do que adaptação geográfica: exige uma forma diferente de entender o mercado e de estruturar o atendimento a produtores.
O que isso significa para quem está no campo ou no setor pet
Riga descreve o Brasil como uma "terra de oportunidades", mas também como um ambiente de concorrência acirrada, já que o tamanho do mercado atrai grandes grupos globais como Zoetis, MSD, Boehringer Ingelheim, Ceva, Virbac e Ourofino Saúde Animal, além da própria Elanco. Na prática, isso tende a significar mais investimento das empresas em pesquisa, tecnologia e soluções voltadas tanto para animais de produção quanto para pets, o que pode chegar ao produtor rural e ao dono de pet em forma de novos produtos e serviços.
Um ponto que chama atenção é a diferença entre o atendimento veterinário de pets no Brasil e na Europa: enquanto cerca de 85% dos cães e gatos recebem cuidado veterinário regular em mercados europeus, essa taxa é de aproximadamente 50% no país. Para quem trabalha com clínicas veterinárias, petshops ou produtos para animais de companhia, esse número indica espaço real de crescimento nos próximos anos.
Na pecuária, o executivo aposta que o avanço deve vir por meio de tecnologias que aumentem produtividade, eficiência e sustentabilidade da produção, além de mais rastreabilidade e segregação de rebanhos, temas que ganham peso conforme mercados compradores no exterior aumentam suas exigências. Para produtores rurais, isso reforça uma tendência já conhecida: quem investir em controle sanitário, gestão de dados e adequação a normas internacionais tende a estar mais preparado para acessar mercados externos.
Por fim, o executivo destaca que sua prioridade inicial não é promover mudanças bruscas na operação brasileira, mas entender o país e valorizar a equipe local antes de tomar decisões estratégicas. Para empresários e gestores do agronegócio e do setor pet, o recado prático é claro: a chegada de um executivo com essa visão sinaliza que a Elanco deve seguir investindo forte no Brasil, o que pode significar mais concorrência, mais inovação disponível e mais opções de tecnologia para quem produz ou presta serviços ligados à saúde animal.
Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.
