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Quem é o bilionário brasileiro do turismo e como ele construiu a fortuna

28/08/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 6 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se você atua no setor de turismo, hotelaria ou viagens, vale conhecer a trajetória de Guilherme de Jesus Paulus. Cofundador da CVC, ele é o único representante do turismo entre os bilionários brasileiros listados pela Forbes em 2026, ocupando a 225ª posição do ranking, com patrimônio líquido avaliado em R$ 1,2 bilhão. O número, no entanto, veio acompanhado de uma queda: ele perdeu 54 posições na lista e cerca de R$ 1 bilhão em relação ao ano anterior.

Quem é e como construiu o negócio

Paulus, de 77 anos, é paulistano e começou a trabalhar cedo. Aos 18 anos conseguiu um estágio na IBM, juntou dinheiro para uma viagem de 21 dias pela Europa e, ao voltar, entrou para o setor de turismo, vendendo pacotes na Casa Faro Turismo. Foi durante uma viagem de navio para a Argentina que conheceu o político Carlos Vicente Cerchiari, com quem fundou a CVC em 1972, em Santo André (SP). A proposta inicial era simples: oferecer viagens acessíveis para diferentes bolsos, algo que se manteve como marca da empresa ao longo de décadas.

O negócio cresceu de forma consistente até 2009, quando o fundo americano Carlyle comprou o controle majoritário da CVC por cerca de R$ 1 bilhão. Em 2013, a empresa estreou na Bolsa de Valores, e em 2017 consolidou a marca CVC Corp, ampliando a atuação para os mercados corporativo e de educação. Mais recentemente, investiu em digitalização, com sistemas de vendas próprios e expansão para canais online, além de crescer na Argentina. Hoje a CVC é a maior operadora de viagens de lazer e a maior rede de agências de turismo da América Latina.

Por que ele ainda é o maior acionista

Mesmo tendo deixado a gestão direta da empresa em 2018, Paulus segue como o maior acionista individual da CVC, com cerca de 20,3% de participação por meio do fundo GJP. Em abril de 2026, esse fundo fez um acordo com a Apex Partners, elevando a participação conjunta dos dois grupos para 35,3% da companhia. Seu filho, Gustavo Paulus, também mantém presença institucional na empresa, integrando o Conselho de Administração até agosto de 2027.

A trajetória de Paulus em números
R$ 1,2 bilhãopatrimônio líquidoavaliado pela Forbes em 2026, com queda de R$ 1 bilhão frente ao ano anterior.
20,3%participação na CVCvia fundo GJP, tornando-o o maior acionista individual da empresa.
R$ 800 milhõesvenda da rede de hotéisvalor estimado da venda da GJP Hotels & Resorts em 2021, segundo fontes do mercado.

Além da CVC, Paulus construiu outros negócios relevantes no turismo. Fundou a GJP Hotels & Resorts em 2005, dona das redes Wish e Prodigy, vendida em 2021 para um fundo da R Capital. Também comprou a companhia aérea Webjet em 2006, que chegou a ser a terceira maior do país, e a revendeu para a GOL em 2011, junto com 20 aeronaves e 22 rotas domésticas. Atualmente, ele mantém dois hotéis exclusivos: o Castelo Saint Andrews, em Gramado (RS), transformado em um hotel de alto padrão com 19 suítes e serviços como mordomia e traslado de helicóptero, e o Village Iguaçu Golf Residence, em Foz do Iguaçu (PR). Ele também é cofundador do Terroir Wine Experience, projeto voltado ao enoturismo no Brasil.

O que isso mostra para quem empreende no setor

A trajetória de Paulus reforça um ponto importante para empresários do turismo e da hotelaria: diversificação e presença institucional continuam sendo estratégias relevantes, mesmo depois de o fundador se afastar da gestão direta. Ele participa de conselhos ligados ao setor, como o Conselho Consultivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau, e já integrou o Conselho Nacional do Turismo e o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Governo Federal entre 2012 e 2016.

Para o seu negócio, o caso serve como referência de que resultado financeiro no setor de turismo não depende apenas de operação direta, mas também de participação societária bem estruturada, parcerias estratégicas e presença em fóruns que influenciam políticas do setor. Acompanhar o desempenho de grandes players como a CVC pode ajudar você a entender tendências de mercado, movimentos de consolidação e oportunidades de parceria dentro da cadeia de turismo e hotelaria no Brasil.

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