Quanto Ganham os 10 Jogadores Mais Bem Pagos da NFL em 2026
14/09/2026 12:174 min de leituraAtualizado há 7 horas
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de BPO Financeiro, atualizado a cada mudança de norma.
Você não precisa acompanhar futebol americano para entender por que os números da NFL interessam a quem observa negócios e mercado esportivo. A liga acaba de divulgar quanto vão ganhar seus dez atletas mais bem pagos em 2026, e o levantamento mostra um fenômeno que vai muito além do salário em campo: contratos recordes, patrocínios milionários e um mercado que continua crescendo mesmo em anos considerados "mais tranquilos" para negociações.
Patrick Mahomes, quarterback do Kansas City Chiefs, segue na liderança pelo segundo ano consecutivo, com renda total estimada em US$ 86,8 milhões antes de impostos. Desse total, US$ 56,8 milhões vêm do contrato como jogador, o maior valor em campo da liga, e outros US$ 30 milhões chegam por meio de patrocínios e negócios paralelos. Mahomes assinou em junho uma extensão de quase US$ 505 milhões por oito temporadas, com média anual de US$ 63,1 milhões, o maior contrato médio já registrado na NFL.
Quem está no top 5
Logo atrás de Mahomes aparece Josh Allen, do Buffalo Bills, com US$ 73 milhões estimados para o ano, cerca de US$ 14 milhões a menos que o líder. Na sequência vêm Jared Goff, do Detroit Lions, com US$ 60 milhões, e Jalen Hurts, do Philadelphia Eagles, com US$ 56,5 milhões. Fecha o top 5 Tua Tagovailoa, cujo caso chama atenção: ele assinou um contrato de apenas US$ 1,2 milhão com o Atlanta Falcons após ser dispensado pelo Miami Dolphins, mas ainda vai receber valores garantidos do time anterior, o que eleva sua renda total estimada a US$ 56 milhões.
Um dado chama atenção para quem observa tendências de mercado: todos os dez nomes do ranking deste ano são quarterbacks, algo que só havia acontecido uma vez antes na história da lista, em 2022. Isso reforça o quanto essa posição concentra o poder de barganha dentro da liga, tanto em contratos quanto em atratividade para marcas.
Somando os dez primeiros colocados, a renda total estimada chega a US$ 598 milhões, um crescimento de 5% em relação aos US$ 571 milhões de 2025. Ainda assim, o valor fica abaixo do recorde histórico de US$ 693 milhões alcançado em 2024. A explicação está no calendário dos contratos: em 2024, vários quarterbacks de peso, como Dak Prescott e Jared Goff, assinaram grandes acordos com bônus de assinatura pesados logo no início. Já 2026 foi um período mais discreto de renovações, com Baker Mayfield como praticamente o único a fechar um contrato de nove dígitos além de Mahomes.
Um indicador mais confiável sobre a saúde financeira da liga é o valor mínimo necessário para entrar no top 10. Neste ano, esse patamar é de US$ 51,5 milhões, ocupado por Daniel Jones, do Indianapolis Colts, quase o dobro do que era exigido cinco anos atrás. Isso mostra que, mesmo em anos de menor movimentação contratual, o piso de remuneração dos grandes nomes continua subindo de forma consistente.
Por que isso importa para quem observa o mercado
O crescimento constante desses valores tem uma explicação estrutural: o acordo coletivo de trabalho da NFL garante aos jogadores pelo menos 48% de toda a receita da liga. Isso significa que, à medida que a NFL bate recordes financeiros, o teto salarial sobe automaticamente, dando mais espaço para os times gastarem. Neste ano, esse teto cresceu 8%, para US$ 301 milhões, o que ajudou a gerar novos recordes de contrato em treze posições diferentes dentro dos times, da linha de ataque à defesa.
Esse movimento é um bom retrato de como ligas esportivas de grande porte conseguem transformar crescimento de receita em valorização direta para seus principais ativos, os atletas. Para quem acompanha o mercado de entretenimento e patrocínio esportivo, o caso de Mahomes é emblemático: mesmo quando seu salário como jogador ficou temporariamente defasado em relação a outros quarterbacks, ele se manteve no topo do ranking geral graças à renda de patrocínios, que hoje é comparável à de poucas outras figuras do esporte mundial.
Vale observar que o cenário tende a continuar em movimento. Lamar Jackson, do Baltimore Ravens, estaria negociando uma nova extensão de contrato, o que sugere que os valores atuais podem não durar muito tempo no topo. Para empresários e gestores que acompanham tendências de mercado esportivo e de patrocínio, esse tipo de dado ajuda a entender como negociações coletivas de trabalho, crescimento de receita e valorização de marcas pessoais caminham juntos em um mercado de bilhões de dólares.
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