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Preços de produtos de limpeza e alimentos devem subir em 2027

28/10/2026 14:593 min de leituraAtualizado há 3 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se você trabalha com revenda, distribuição ou varejo de produtos de higiene, limpeza ou alimentos, vale ficar atento: a Unilever, uma das maiores fabricantes de bens de consumo do mundo, avisou que pretende aumentar preços de forma mais intensa a partir do quarto trimestre deste ano e ao longo de 2027. A empresa não está sozinha nesse movimento: Coca-Cola, Procter & Gamble, Nestlé e Reckitt também já sinalizaram que vão repassar aos consumidores o aumento de custos ligado à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O que está por trás do aumento

Segundo o presidente-executivo da Unilever, Fernando Fernandez, a empresa já tem mais clareza sobre o novo ambiente de custos provocado pelo conflito e, por isso, decidiu acelerar os reajustes de preços. A expectativa declarada pela companhia é que os preços praticados em 2027 sejam mais altos do que a média de 2026. A justificativa é proteger as margens de lucro, que vêm sendo pressionadas pelo encarecimento de matérias-primas.

Esse cenário lembra o que aconteceu durante a pandemia de Covid-19 e nos primeiros meses da guerra da Rússia na Ucrânia, quando essas mesmas empresas elevaram preços de forma significativa. Na época, o movimento afastou parte dos consumidores, que migraram para marcas próprias mais baratas, vendidas por supermercados e redes de varejo. Desde então, essas multinacionais vinham investindo em inovação e marketing justamente para reconquistar esse público. Agora, precisam equilibrar esse esforço com a necessidade de repassar custos novamente.

Quem é afetado

Para empresários do varejo, distribuidores e donos de pequenos negócios que compram produtos dessas marcas para revenda, o alerta é direto: o custo de aquisição tende a subir nos próximos meses. Isso significa que vale a pena revisar contratos de fornecimento, negociar prazos e repensar a formação de preço final ao consumidor com antecedência, evitando ser pego de surpresa por reajustes repentinos.

Desempenho da Unilever no trimestre
5,2%crescimento de vendasacima dos 4,8% esperados pelos analistas.
2,9%crescimento de volumequantidade de produtos vendidos no trimestre.
2,3%aumento de preçosrepasse já aplicado no período.

Vale destacar que, mesmo com a sinalização de novos aumentos, a Unilever conseguiu neste ano repassar parte do custo das matérias-primas aos consumidores sem perder volume de vendas, o que mostra que a estratégia de reajuste gradual, combinada com marketing forte, pode funcionar. Ainda assim, as ações da empresa caíram 3,4% depois do anúncio, reflexo de um crescimento de vendas mais lento no trimestre, puxado principalmente pelo segmento de alimentos.

Como se preparar

Para quem depende desses produtos no dia a dia do negócio, seja como insumo, seja como item de revenda, o momento pede planejamento financeiro mais apertado. Isso inclui acompanhar de perto os reajustes anunciados pelos fornecedores, revisar a margem aplicada sobre esses itens e considerar, se fizer sentido para o seu negócio, diversificar fornecedores ou linhas de produtos para reduzir a dependência de marcas que já sinalizaram aumentos continuados.

A própria Unilever mantém a projeção de crescimento de vendas de cerca de 5% para o segundo semestre de 2026, além de esperar um crescimento de volume de pelo menos 3% no ano, resultado que mostra confiança da empresa em sustentar a demanda mesmo com preços mais altos. Para o empresário brasileiro, o recado é claro: o cenário de custos globais segue instável, e antecipar esse tipo de movimento na precificação e no planejamento de compras pode fazer diferença na margem do seu negócio nos próximos meses.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.