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Por que o empresário brasileiro se destaca no mundo, segundo o Goldman Sachs

21/08/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 13 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Uma frase chamou atenção na recente edição da revista Forbes: quem consegue tocar um negócio no Brasil consegue tocar um negócio em qualquer lugar do mundo. A declaração é de Cristina Estrada, executiva colombiana que comanda a subsidiária brasileira do Goldman Sachs, um dos maiores bancos de investimento do planeta. Para você que empreende no Brasil, a fala funciona quase como um reconhecimento: o tanto de burocracia e complexidade tributária que você enfrenta todos os dias, na visão dela, é justamente o que forma gestores mais resistentes e adaptáveis.

O que a executiva observa no mercado brasileiro

Cristina Estrada está à frente da operação brasileira do Goldman Sachs há dois anos e lidera uma equipe de 400 pessoas responsável por temas estratégicos como fusões, aquisições e captação de recursos para empresas. Nascida na Colômbia, formada em economia pelo MIT e com passagem por outras operações do banco na América Latina, ela teve contato direto com a rotina de empresários em diferentes países antes de chegar ao Brasil. Isso dá peso à comparação que faz: aqui, segundo ela, o empresário precisa lidar com impostos, obrigações burocráticas e uma série de exigências que vão muito além da gestão do próprio negócio.

Na prática, essa realidade é conhecida por qualquer empresário brasileiro. Enquanto em outros países o foco pode estar quase exclusivamente na operação e no crescimento, por aqui é preciso dividir energia e tempo entre estratégia de negócio e um emaranhado de regras fiscais, exigências legais e prestação de contas. Para Estrada, esse esforço extra funciona como um treinamento constante: quem sobrevive e prospera nesse ambiente desenvolve uma capacidade de adaptação que se torna vantagem competitiva em qualquer mercado.

O cenário para captação de recursos

A executiva também comenta o momento atual para empresas que buscam capital ou pretendem abrir o capital na bolsa. Segundo ela, as janelas de oportunidade para esse tipo de operação estão se abrindo e fechando com mais velocidade do que antes, o que exige mais agilidade de quem está do lado da empresa. Um dos fatores que tornam esse cenário mais desafiador é a manutenção dos juros brasileiros em patamar elevado por um período prolongado, sem sinais de queda abrupta no curto prazo.

Mesmo diante desse quadro, ela afirma enxergar um número relevante de oportunidades de investimento no Brasil, especialmente na área de infraestrutura. Segundo a executiva, o Goldman Sachs já financiou investimentos importantes nesse setor no México e na Colômbia, e vê espaço para repetir esse tipo de operação por aqui. A avaliação é a de que o banco segue em busca de empresas interessadas em parcerias voltadas a projetos de infraestrutura no país.

O olhar da executiva sobre o empresário brasileiro
400 pessoasequipe liderada por ela no Brasilà frente de temas estratégicos como fusões, aquisições e captação de recursos.
2 anosà frente da operação brasileiraapós atuação na expansão do banco pela América Latina.

Vale destacar que a fala da executiva não é uma crítica gratuita ao ambiente de negócios brasileiro, mas uma leitura sobre como a complexidade local molda um perfil de gestor mais preparado para lidar com imprevistos. Ela cita, por exemplo, que negociar orçamentos internamente costuma envolver receber respostas negativas com frequência, o que a ensinou a ser mais flexível tanto com as exigências internas do banco quanto com as demandas dos clientes. É um raciocínio que se aplica bem à rotina de quem empreende no Brasil: lidar com negativas, ajustes de última hora e regras que mudam exige uma capacidade de adaptação que nem sempre é valorizada, mas que representa um diferencial competitivo real.

Para você, empresário ou gestor, a mensagem prática que fica é a seguinte: a estrutura fiscal e burocrática brasileira, apesar de pesada no dia a dia, também funciona como uma escola de resiliência. Encarar essa realidade como parte da gestão, e não como um obstáculo paralelo ao negócio, ajuda a transformar essa exigência extra em um ativo. Contar com suporte contábil qualificado para organizar essas obrigações libera tempo e energia para focar no que realmente diferencia sua empresa no mercado, seja ele o brasileiro ou qualquer outro.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.