Piloto da Receita Federal se aposenta após 19 anos e mais de 3 mil horas de voo
09/09/2026 06:293 min de leituraAtualizado há 15 horas
Fonte: Receita Federal · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.
A Receita Federal despediu-se, nesta sexta-feira, dia 4 de setembro, de um de seus pilotos mais experientes. Paulo Massake Okuyama, conhecido como OKY, realizou sua última missão em voo antes de se aposentar, encerrando 19 anos de atuação no comando de helicópteros do órgão. A homenagem aconteceu em Curitiba, na base do Centro Nacional de Operações Aéreas (Ceoar), e reuniu familiares, colegas de trabalho e uma banda musical para celebrar a carreira do piloto.
Embora a notícia trate de uma homenagem interna, ela ilustra um lado pouco conhecido da Receita Federal para quem lida com o órgão apenas em questões fiscais e tributárias: a existência de uma estrutura de operações aéreas própria, usada em fiscalizações, missões de inteligência, repressão e apoio a grandes eventos. Entender essa estrutura ajuda a compreender melhor como o órgão organiza suas atividades de campo pelo país.
Uma carreira que passou por várias frentes da Receita
Okuyama começou sua trajetória no serviço público em 1998, como auditor-fiscal no INSS. Depois de migrar para a Receita Federal, foi convidado a integrar o quadro de pilotos da então recém-criada Coordenação Especial de Operações Aéreas, criada pela Portaria MF nº 95, de 2007, e que hoje corresponde ao Centro Nacional de Operações Aéreas. Antes disso, ele já tinha experiência como oficial da Força Aérea Brasileira, tendo pilotado aeronaves Bandeirante e o helicóptero UH1-H, conhecido como Sapão, usado na Guerra do Vietnã.
Ao longo dos 19 anos na Receita Federal, o piloto atuou em todas as Regiões Fiscais do país, participando de missões variadas: fiscalização de tributos, apoio a investigações de inteligência, atividades de corregedoria, ações de repressão e segurança em grandes eventos. Também exerceu o papel de instrutor de voo, formando novos pilotos para a corporação, e trabalhou diretamente na área de segurança de voo da unidade.
Uma despedida marcada por surpresa
O pouso final estava programado para as 11h, e Okuyama seguiu os procedimentos de rotina sem saber que seria recebido por uma homenagem surpresa. Familiares e colegas o aguardavam para celebrar os anos de dedicação ao serviço público, com a presença de uma banda do Cindacta II. O momento mais emocionante da recepção veio quando sua esposa, Adriana, cercada pelas filhas Beatriz e Giulia, usou o rádio da Receita Federal para se comunicar com ele durante os procedimentos de pouso no aeroporto do Bacacheri, onde atualmente funciona a base do Ceoar.
Mesmo conhecido por sua timidez, o piloto discursou para os presentes, agradeceu a homenagem e falou sobre sua trajetória à frente dos comandos. Os colegas destacaram que ele é o piloto com mais horas de voo registradas na história da Receita Federal, somando mais de 3 mil horas e 6 mil decolagens e pousos apenas durante sua passagem pelo Ceoar. A celebração terminou com um almoço entre os presentes.
Para o público que acompanha o dia a dia da Receita Federal, episódios como esse mostram a diversidade de funções exercidas por servidores do órgão, muito além da fiscalização tributária tradicional. A operação aérea integra um conjunto de atividades que dão suporte a ações de fiscalização, segurança e inteligência em todo o território nacional, reforçando a capilaridade da atuação do órgão em diferentes frentes.
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