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Operação com cães farejadores da Receita apreende drogas e prende 35

29/09/2026 06:253 min de leituraAtualizado há 2 horas

Fonte: Receita Federal · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Uma operação realizada nos dias 24 e 25 de setembro, em Terenos (MS), reforça algo que pode passar despercebido no dia a dia de quem empreende: a fiscalização brasileira está cada vez mais sofisticada, e isso vale tanto para o combate a crimes quanto para a rotina de empresas que lidam com transporte de cargas e mercadorias. A ação, batizada de Operação Vastum, foi conduzida em conjunto pela Receita Federal e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e resultou na prisão de 35 pessoas.

O que chama atenção é a criatividade usada para tentar esconder drogas: os agentes encontraram entorpecentes escondidos em uma perna mecânica, em latas de energético, em fundos falsos de ônibus e até dentro do próprio corpo de pessoas contratadas para o transporte. Apesar da engenhosidade dos esconderijos, boa parte deles foi descoberta graças ao faro apurado dos cães treinados pela Receita Federal e pela PRF.

O que foi apreendido

A operação resultou em uma apreensão expressiva de drogas: 100 kg de cloridrato de cocaína, 30 kg de pasta base de cocaína e 60 kg de skunk e haxixe. Um dos pontos mais graves envolveu as chamadas "mulas humanas": 28 pessoas foram flagradas transportando, após ingestão, cerca de 28 kg de pasta base de cocaína dentro do próprio corpo.

Resultados da Operação Vastum
35pessoas presasAção conjunta entre Receita Federal e PRF em Terenos (MS).
100 kgde cocaína apreendidaAlém de 30 kg de pasta base e 60 kg de skunk e haxixe.
28"mulas humanas" flagradasTransportavam cerca de 28 kg de droga após ingestão.

A atuação dos cães Ice e Cléo, da Receita Federal, somada ao trabalho do cão da PRF, foi determinante para direcionar as equipes aos locais certos, tornando a fiscalização mais rápida e assertiva mesmo diante de esconderijos pouco convencionais.

Por que isso importa para o seu negócio

Para empresários que atuam com logística, transporte de cargas, comércio exterior ou frotas de veículos, esse tipo de operação é um lembrete direto: a fiscalização integrada entre órgãos federais tem ganhado precisão e capacidade técnica cada vez maiores. Isso significa que qualquer irregularidade, seja ela criminosa ou puramente documental, tende a ser identificada com mais facilidade.

Empresas que transportam mercadorias, mesmo as que não têm nenhuma relação com atividades ilícitas, podem ser alvo de fiscalizações mais rigorosas em rodovias e postos de controle. Manter a documentação fiscal em dia, com notas fiscais, manifestos de carga e demais comprovantes organizados, é essencial para evitar transtornos operacionais, atrasos na entrega e questionamentos desnecessários durante abordagens de rotina.

Além disso, o caso reforça a importância de conhecer bem os parceiros de transporte e logística contratados pela sua empresa. Terceirizar esse tipo de serviço sem verificar a idoneidade do prestador pode expor o negócio a riscos reputacionais e operacionais, caso a transportadora esteja envolvida em práticas irregulares sem o conhecimento do contratante.

Fique atento também à atualização constante dos processos de compliance logístico da sua empresa. Operações como essa mostram que a fiscalização está mais capacitada tecnicamente, e isso deve servir de estímulo para que negócios de todos os portes reforcem seus próprios controles internos, evitando surpresas em rodovias, portos ou fronteiras.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.