Mulheres bilionárias no Brasil: quem são e por que isso importa para negócios
30/08/2026 05:002 min de leituraAtualizado há 3 dias
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
Se você administra um negócio familiar ou pensa na sucessão patrimonial da sua empresa, um dado recente vale atenção: no Brasil, as mulheres representam 19,6% dos bilionários do país, proporção que supera a média global, de 14%. O número absoluto de bilionárias caiu em relação ao ano anterior (de 60 para 50 nomes), mas o percentual dentro do ranking segue estável há alguns anos, girando entre 19% e 20%.
O patrimônio conjunto dessas 50 mulheres soma R$ 329,17 bilhões. À frente da lista está Vicky Sarfati Safra, viúva de Joseph Safra, com fortuna somada à dos filhos avaliada em R$ 130,6 bilhões, o que a coloca na segunda posição do ranking geral, atrás apenas de Eduardo Saverin.
Herança ainda domina, mas há mudanças
Um ponto que chama atenção para quem lida com planejamento sucessório: entre as dez mulheres mais ricas do país, apenas duas construíram a própria fortuna, em vez de herdá-la. São os casos de Luana Lopes Lara, cofundadora da fintech americana Kalshi, com patrimônio de R$ 13,4 bilhões, e Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, com R$ 8,1 bilhões. A maioria restante detém riqueza transferida por herança familiar.
Luana, aos 30 anos, é uma das duas novidades da lista deste ano. A outra é Regina Helena Scripilliti Velloso, herdeira do grupo Votorantim, com patrimônio de R$ 5,4 bilhões. O contraste entre as duas entradas ilustra bem o cenário atual: de um lado, empreendedorismo recente; de outro, continuidade de fortunas construídas por gerações anteriores.
Por que isso pode importar para o seu negócio
Para além da curiosidade sobre o ranking, esse movimento tem relação direta com um fenômeno que já afeta empresas familiares brasileiras: a chamada transferência de riqueza entre gerações. Segundo projeções citadas na reportagem original, esse processo deve intensificar a presença de mulheres no controle de patrimônios relevantes, à medida que herdam ativos após o falecimento de cônjuges ou recebem antecipações de patrimônio familiar.
Em entrevista à Forbes, Emma Wheeler, executiva da UBS Global Wealth Management, destacou que as mulheres tendem a viver mais e permanecer solteiras por mais tempo, fatores que, somados à transferência de riqueza entre gerações, devem ampliar a parcela de patrimônio sob controle feminino nos próximos anos, tanto no Brasil quanto no exterior.
Se a sua empresa tem estrutura familiar, esse é um bom momento para revisar como está organizada a sucessão patrimonial e societária. Questões como divisão de cotas, planejamento tributário sobre herança e governança entre herdeiros tendem a ganhar peso conforme mais patrimônio muda de mãos entre gerações. Antecipar esse planejamento, com apoio contábil e jurídico adequado, evita conflitos e reduz riscos fiscais no processo de transição.
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