Morre Carlos Pedreira, fundador do Grupo GPS, aos 71 anos
23/09/2026 14:003 min de leituraAtualizado há 1 hora
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
O empresário Carlos Nascimento Pedreira morreu nesta terça-feira, aos 71 anos, após enfrentar um câncer generalizado. Ele foi um dos sócios-fundadores do Grupo GPS, empresa que se tornou referência nacional em serviços terceirizados, como limpeza, segurança, manutenção e logística, e que hoje tem ações negociadas na Bolsa. Para você que administra um negócio, a história de Pedreira mostra como um setor pouco visível ao consumidor final pode se transformar em uma operação bilionária ao longo de décadas.
Pedreira nasceu em 9 de dezembro de 1954, na Bahia. Antes de se envolver com o GPS, trabalhou no Grupo Odebrecht, onde teve contato com uma cultura empresarial voltada para expansão e formação de executivos. Essa experiência, dividida com outro futuro sócio do GPS, José Caetano de Paula Lacerda, ajudou a moldar o modelo de gestão que ele levaria para o próprio negócio.
Como o GPS cresceu até virar referência nacional
Fundado em Salvador em 1962, o GPS acompanhou uma mudança importante na forma como as empresas brasileiras passaram a operar: em vez de manter internamente atividades como limpeza, segurança e manutenção, muitas companhias começaram a contratar prestadores especializados para essas funções. O GPS ocupou esse espaço e cresceu por meio de aquisições e expansão orgânica, até se consolidar como uma das principais plataformas de facilities do país.
Essa lógica de terceirização é a mesma que muitos empresários já aplicam ou consideram aplicar em seus próprios negócios hoje: concentrar recursos na atividade principal da empresa e transferir funções de apoio para especialistas. Foi justamente esse movimento, em escala nacional, que sustentou o crescimento do grupo comandado por Pedreira.
A chegada à Bolsa e o patrimônio da família
Em 2021, o GPS abriu capital na B3, com ações negociadas sob o código GGPS3. Esse movimento tornou pública uma riqueza que antes era conhecida apenas dentro do círculo empresarial. Pedreira e sua família detinham a segunda maior participação acionária da companhia.
A partir de 2025, o nome do filho de Pedreira, Carlos Nascimento Pedreira Filho, passou a figurar entre os brasileiros com patrimônio superior a R$ 1 bilhão, reflexo direto do valor construído ao longo de décadas dentro do GPS.
Um legado que não depende do fundador
Em comunicado após a morte de Pedreira, o Grupo GPS afirmou que foi a visão empreendedora, a liderança e o espírito de servir dele que permitiram a criação e o desenvolvimento da empresa. A companhia também disse que seguirá unida e comprometida com a continuidade do legado deixado.
Esse tipo de declaração reflete um desafio comum a empresas familiares: garantir que o negócio continue funcionando mesmo sem a presença do fundador. Para empresários que estão construindo negócios próprios, o caso do GPS serve como referência de que planejamento sucessório e profissionalização da gestão são fatores que ajudam a sustentar uma empresa ao longo de gerações, mesmo após a saída de quem a criou.
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