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Mercado Livre acelera logística no Brasil: o que isso muda para lojistas

24/09/2026 17:013 min de leituraAtualizado há 2 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de E-commerce e Marketplace, atualizado a cada mudança de norma.

O Mercado Livre está reforçando de forma expressiva sua estrutura logística no Brasil, e isso tem impacto direto para quem vende pela plataforma. A empresa vai investir R$ 57 bilhões nas operações do país neste ano, valor R$ 20 bilhões maior do que o investido no ano anterior, além de ampliar sua rede de centros de distribuição e testar uma nova modalidade de entrega rápida. Para lojistas e pequenos empresários que dependem do e-commerce, essas mudanças podem significar prazos de entrega mais curtos, mais opções de armazenagem e, possivelmente, maior competitividade nas vendas.

O que muda na operação

Segundo executivos da empresa, a estratégia não é apenas acelerar a entrega para todo mundo, mas oferecer opções diferentes conforme o tipo de produto e a urgência do comprador. A ideia é um modelo híbrido, com entregas mais lentas, mais rápidas e imediatas coexistindo. Nesse contexto, surge a modalidade "entrega agora", que promete levar produtos de algumas categorias em até 60 minutos. Os testes começam no fim de setembro em regiões de São Paulo, com expansão gradual nas semanas seguintes.

Para o lojista, isso significa que, dependendo da categoria do produto vendido, pode haver exigências logísticas diferentes para se enquadrar nesse tipo de entrega expressa. Vale ficar atento a como a plataforma vai comunicar essas regras e quais produtos poderão participar dessa modalidade mais veloz.

Mais centros de distribuição a caminho

A empresa também vai aumentar significativamente sua capacidade física de armazenagem e distribuição. Serão 30 centros de fulfillment até o fim de 2026, nove a mais do que os 21 atuais. Somando todos os tipos de centros de distribuição, o crescimento previsto é de 20 unidades neste ano, o que deve levar o total a 72 centros até o fim de 2026.

Expansão logística do Mercado Livre
R$ 57 biinvestimento no BrasilR$ 20 bilhões a mais que no ano anterior.
30centros de fulfillmentprevistos até o fim de 2026, ante 21 atuais.
3,3 milhões m²de galpões locadostorna a empresa a maior locadora de galpões logísticos do país.

A estratégia combina dois movimentos, segundo a empresa: levar centros de distribuição maiores e mais robustos para regiões onde a operação ainda é pequena, caso do Rio Grande do Sul, e reforçar a estrutura em locais que já concentram grande volume de compradores e vendedores. Na prática, isso pode significar redução de prazos de entrega e mais capacidade de armazenamento em regiões que antes tinham cobertura mais limitada.

Por que isso importa para o seu negócio

O movimento do Mercado Livre está ligado ao potencial de crescimento do e-commerce no Brasil. De acordo com dados citados pela empresa, a penetração do comércio eletrônico no país está entre 17% e 18%, mais do que o triplo do registrado no início da pandemia, mas ainda distante dos Estados Unidos, com quase 30%, e da China, que passa dos 30%. Isso indica que a empresa aposta em espaço para crescer ainda mais na região, e quem vende pela plataforma pode ser beneficiado por essa expansão de estrutura.

Atualmente, o Mercado Livre é o maior locador de galpões logísticos do Brasil, com mais de 3,3 milhões de metros quadrados alugados, malha quase três vezes maior que a da concorrente Shopee. Esse tamanho de operação reforça a capacidade da empresa de sustentar prazos de entrega mais curtos em diferentes regiões do país.

Para o empresário que vende pelo Mercado Livre, o recado prático é: acompanhar de perto as novas modalidades de entrega e verificar se seus produtos se enquadram nas categorias elegíveis para entrega expressa pode ser um diferencial competitivo. Além disso, a expansão dos centros de distribuição em novas regiões pode reduzir custos logísticos e ampliar o alcance de vendas para quem hoje enfrenta limitações de cobertura.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.