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Lucro do FGTS: quem recebe, quanto cai na conta e quando é pago

30/07/2026 16:123 min de leituraAtualizado há 34 dias

Fonte: Jornal Contábil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.

Foi publicada a resolução que oficializa a distribuição do lucro do FGTS apurado em 2025, no valor de R$ 13,04 bilhões. O crédito será proporcional ao saldo que cada trabalhador tinha na conta vinculada em 31 de dezembro do ano passado, e a Caixa Econômica Federal, responsável pela operação do fundo, vai aplicar um índice sobre esse saldo para calcular o valor de cada trabalhador. Embora o assunto pareça dizer respeito só ao empregado, ele também importa para você, empresário, porque impacta diretamente a percepção dos seus colaboradores sobre benefícios e pode gerar dúvidas no RH.

Na prática, quanto maior o saldo acumulado na conta do FGTS do funcionário até o fim de 2025, maior será o valor do lucro que ele vai receber. Isso significa que colaboradores mais antigos na empresa, ou com salários mais altos, tendem a ter créditos maiores. Para o gestor, entender esse mecanismo ajuda a responder perguntas da equipe e evitar informações equivocadas circulando internamente.

Como funciona o cálculo do lucro do FGTS

O lucro distribuído vem do resultado operacional do fundo, ou seja, da diferença entre as receitas geradas pelas aplicações do FGTS e as despesas do sistema ao longo do ano. Quando esse resultado é positivo, uma parte é destinada aos trabalhadores, mas a lei não permite repassar o superávit integral: o Conselho Curador decide, todo ano, qual fatia será distribuída. Por isso o valor total varia de um ano para outro, mesmo quando o fundo tem bom desempenho.

Para você ter uma ideia da variação histórica, veja como o valor distribuído se comportou nos últimos anos:

Ano de referênciaValor distribuído
2020R$ 7,5 bilhões
2021R$ 8,1 bilhões
2022R$ 13,2 bilhões
2023R$ 23,4 bilhões
2024R$ 15,2 bilhões
2025R$ 12,9 bilhões
2026 (referente a 2025)R$ 13,04 bilhões

Quem tem direito e quando o valor cai na conta

Têm direito ao crédito todos os trabalhadores que tinham saldo na conta vinculada do FGTS em 31 de dezembro de 2025. Isso inclui, potencialmente, boa parte da sua equipe com carteira assinada. É importante deixar claro para os colaboradores que esse valor não cai na conta bancária pessoal: ele é incorporado ao saldo do FGTS, junto com o restante do fundo de garantia.

Não existe uma data fixa e obrigatória para esse pagamento, mas historicamente a Caixa realiza a distribuição até 31 de agosto de cada ano. Como o lucro fica embutido no saldo do FGTS, ele só pode ser sacado nas situações já previstas em lei: demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria ou, para quem optou pela modalidade de saque-aniversário, dentro das regras dessa modalidade, inclusive com possibilidade de antecipação de parcelas.

Como se preparar

Para o seu negócio, o principal ponto de atenção aqui é comunicação interna. Muitos colaboradores vão procurar informações sobre esse crédito nos próximos meses, e é comum surgirem dúvidas sobre valor, prazo e forma de saque. Orientar o RH ou a liderança a explicar, de forma simples, que o valor é proporcional ao saldo e será incorporado automaticamente ao FGTS evita expectativas erradas, como achar que o dinheiro vai cair direto na conta bancária.

Também vale orientar a equipe sobre os canais oficiais de consulta, como o aplicativo FGTS, o site da Caixa ou o atendimento presencial em agências, sempre usando o NIS e uma senha cadastrada para acesso seguro. Isso reduz o risco de golpes que costumam surgir em períodos de divulgação de créditos como esse, algo que merece atenção especial por parte da empresa ao repassar informações aos funcionários.

Se você tem dúvidas sobre como esse tipo de distribuição pode afetar encargos, provisões trabalhistas ou a comunicação com sua equipe, o time da GL Inteligência Contábil está à disposição para orientar sua empresa da forma mais adequada ao seu contexto.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.