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Lista de bilionários 2026: quem ganhou e quem perdeu mais dinheiro

31/08/2026 05:004 min de leituraAtualizado há 3 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A nova lista Forbes de bilionários brasileiros mostra um retrato de fortunas em movimento: Eduardo Saverin perdeu R$ 64,1 bilhões em um ano, mas continua na liderança do ranking, enquanto outros nomes viram o patrimônio crescer de forma expressiva. A publicação reúne 255 bilionários brasileiros, com patrimônio combinado de R$ 1,862 trilhão. Para quem acompanha o cenário econômico ou lida com investimentos e negócios ligados a essas empresas, entender essas oscilações ajuda a interpretar tendências de mercado que também afetam decisões do dia a dia empresarial.

O que houve com Saverin

A fortuna de Eduardo Saverin caiu de R$ 227 bilhões para R$ 162,9 bilhões, uma redução de 28,2%. O motivo principal foi a queda de cerca de 16% nas ações da Meta/Facebook nos 12 meses encerrados em junho de 2026, período marcado pelo aumento da concorrência entre empresas de inteligência artificial. Ainda assim, ele mantém uma vantagem superior a R$ 30 bilhões sobre a segunda colocada, Vicky Safra e família, cujo patrimônio está estimado em R$ 130,6 bilhões.

Vale destacar que Saverin também é dono da B Capital, gestora focada em startups, que em julho anunciou a captação de US$ 500 milhões para investir em empresas de inteligência artificial nas áreas de saúde e energia. Ou seja, mesmo com a perda bilionária no papel, o empresário segue ativo em novos investimentos.

Quem mais perdeu patrimônio

Outros nomes também tiveram recuos relevantes. Alexandre Grendene Bartelle viu sua fortuna cair de R$ 20,5 bilhões para R$ 12,1 bilhões, uma queda de 41%, e caiu da 20ª para a 30ª posição no ranking. Ilson Mateus Rodrigues, do Grupo Mateus, teve redução de R$ 4,2 bilhões, saindo da 34ª para a 107ª colocação. Jayme Garfinkel, da Porto, perdeu R$ 3,9 bilhões, e Carlos Alberto Sicupira viu sua fortuna cair R$ 3,7 bilhões, mesmo assim mantendo a nona posição. Os irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, tiveram queda de R$ 3,1 bilhões cada.

Maiores movimentos da lista
R$ 64,1 biperda de Saverinqueda de 28,2% no patrimônio, ligada às ações da Meta.
R$ 15,5 biganho de Lemann e Fariacada um somou esse valor à fortuna no período.
108,7%maior alta percentualfortuna de Dulce Pugliese de Godoy Bueno mais que dobrou.

Quem mais ganhou dinheiro

Na outra ponta, Jorge Paulo Lemann e Ricardo Castellar de Faria lideraram os ganhos em valores absolutos, com R$ 15,5 bilhões cada. Lemann, que mantém participações na AB InBev e na Restaurant Brands International, viu sua fortuna subir para R$ 103,5 bilhões, permanecendo na terceira posição. Já Ricardo Faria, dono da Granja Faria, maior produtora brasileira de ovos comerciais, deu um salto expressivo: sua fortuna passou de R$ 19,6 bilhões para R$ 35,1 bilhões, avanço de 79%, o que o levou direto para o top 10 da lista, na décima posição.

André Esteves, do BTG Pactual, também teve forte alta, de R$ 15,1 bilhões, impulsionado pelo lucro líquido ajustado recorde do banco em 2025 e pela valorização de 33% das ações no período. Vicky Safra e família, e Fernando Roberto Moreira Salles, ganharam R$ 10,1 bilhões cada, enquanto Pedro Moreira Salles somou R$ 8,6 bilhões ao patrimônio.

Em termos proporcionais, quem se destacou foi Dulce Pugliese de Godoy Bueno e família, fundadora da Amil: o patrimônio saltou de R$ 2,3 bilhões para R$ 4,8 bilhões, alta de 108,7%, mais do que dobrando de tamanho e subindo da 160ª para a 83ª posição na lista.

Como a Forbes calcula essas fortunas

A lista considera principalmente ações negociadas em bolsa, com base na cotação de fechamento de 30 de junho de 2026, além de outros dados públicos e auditados. Como a metodologia usa apenas informações públicas, é possível que os patrimônios estejam até subestimados, já que bens como imóveis, obras de arte, aviões e embarcações normalmente não entram no cálculo, a menos que o próprio bilionário forneça dados confiáveis sobre eles. Dependendo do caso, o patrimônio de irmãos ou familiares pode aparecer consolidado ou separado no ranking.

Para empresários e gestores, esse tipo de levantamento serve como termômetro de setores inteiros: a queda de Saverin reflete o momento das big techs de tecnologia e inteligência artificial, enquanto o crescimento de nomes como Faria e Esteves mostra oportunidades em agronegócio e serviços financeiros. Acompanhar essas movimentações ajuda a entender para onde o capital está migrando e quais setores mostram maior resiliência ou potencial de expansão no cenário atual.

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