Lakers é vendido por US$ 12,5 bi: entenda o negócio recorde
12/08/2026 18:243 min de leituraAtualizado há 21 dias
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
O Los Angeles Lakers, um dos times mais tradicionais da NBA, mudou de mãos em um negócio que estabeleceu um novo teto de valor para franquias esportivas nos Estados Unidos. Josh Kushner, investidor de venture capital, e Bob Iger, ex-CEO da Disney, compraram a participação de controle do time, que pertencia a Mark Walter, avaliando o clube em US$ 12,5 bilhões. Embora o negócio esteja distante da realidade da maioria das empresas brasileiras, ele funciona como um retrato bastante didático de como ativos de marca forte, escassez e visibilidade global vêm sendo precificados no mercado internacional, algo que interessa a quem pensa em investimentos, sucessão empresarial ou avaliação de negócios próprios.
O que aconteceu
Mark Walter havia comprado o controle do Lakers da família Buss no ano passado, em uma transação que avaliou o time em US$ 10 bilhões. Agora, ao vender a participação de controle para Kushner e Iger, o valor subiu para US$ 12,5 bilhões, tornando-se o maior preço já pago por uma franquia esportiva americana, superando inclusive a venda do Seattle Seahawks, negociada por US$ 9,6 bilhões no início deste ano. Na prática, Walter conseguiu uma valorização expressiva em pouco tempo, o que ele próprio descreveu como um investimento extraordinário.
Kushner e Iger afirmaram estar honrados com a responsabilidade de administrar o Lakers, sinalizando que a gestão do time seguirá com os dois à frente das decisões estratégicas da franquia. A operação reforça uma tendência que já vinha sendo observada: bilionários de setores diversos, como tecnologia, finanças e entretenimento, têm migrado parte de seus patrimônios para times esportivos, tratando-os como ativos de investimento e não apenas como paixão pessoal.
Por que o valor é tão alto
O Lakers já era considerado, antes desse negócio, a segunda franquia mais valiosa da NBA, atrás apenas do Golden State Warriors. A tabela abaixo mostra como o time se posicionava frente a outras franquias da liga antes dessa nova avaliação:
| Franquia | Valor estimado (avaliação anterior) |
|---|---|
| Golden State Warriors | US$ 11 bilhões |
| Los Angeles Lakers | US$ 10 bilhões |
| New York Knicks | US$ 9,75 bilhões |
| Los Angeles Clippers | US$ 7,5 bilhões |
Esse tipo de comparação ajuda a entender que o valor de uma marca esportiva não depende só do desempenho em quadra, mas de fatores como mercado consumidor, contratos de mídia, patrocínios e potencial de expansão internacional, elementos que também valem para negócios de qualquer porte na hora de calcular quanto uma empresa realmente vale.
Um movimento maior entre grandes investidores
O negócio do Lakers não é um caso isolado. Recentemente, o Boston Celtics foi vendido por US$ 6,1 bilhões, e o Portland Trail Blazers, por US$ 4 bilhões. Nomes como Mark Cuban também entraram nesse mercado, comprando participação minoritária em outro time, enquanto um grupo que inclui Jeff Bezos estaria próximo de adquirir cerca de um terço do Liverpool F.C. Esse volume de transações mostra que franquias esportivas se consolidaram como uma classe de ativos entre grandes fortunas, buscando diversificação e valorização de patrimônio fora dos mercados tradicionais.
Para empresários e gestores brasileiros, o caso ilustra um princípio válido em qualquer escala de negócio: ativos com marca forte, base de clientes fiel e presença consolidada em um mercado tendem a se valorizar significativamente ao longo do tempo, mesmo quando adquiridos por valores já considerados altos. Entender esse racional pode ajudar na hora de avaliar oportunidades de investimento, parcerias ou até no planejamento de venda da própria empresa no futuro.
O episódio também reforça a importância de acompanhar como negócios de grande porte são estruturados e avaliados internacionalmente, já que essas referências de mercado, ainda que em outro contexto, acabam influenciando parâmetros usados em avaliações de empresas, fusões e aquisições no Brasil.
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