Kings League no Brasil: o que é a liga de Piqué e por que ela cresce tanto
30/09/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 3 horas
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
Depois de encerrar a carreira como jogador de futebol, o espanhol Gerard Piqué apostou em um negócio diferente: criar sua própria liga esportiva, com regras próprias e forte apelo digital. O projeto, batizado de Kings League, já é um case de sucesso internacional e vem ganhando força também no Brasil, país que Piqué elogiou publicamente durante entrevista concedida à Forbes.
Mais do que uma curiosidade do mundo do esporte, a história tem lições interessantes para quem empreende: mostra como entender o público, usar tecnologia para engajamento e escolher investimentos alinhados a interesses pessoais pode transformar uma ideia em um negócio rentável e escalável.
O que é a Kings League e por que ela deu certo
A Kings League é uma liga de futebol de sete jogadores que mistura esporte e entretenimento. A diferença em relação ao futebol tradicional está na flexibilidade: as regras podem mudar rapidamente, sem depender de entidades como FIFA ou UEFA. Um dos destaques é o sistema de "cartas de vantagem", que times podem usar durante as partidas para conseguir benefícios como gols em dobro ou a suspensão temporária de um adversário.
O grande diferencial de gestão, segundo Piqué, é dar protagonismo ao público: os próprios espectadores votam online para decidir quais vantagens estarão disponíveis em cada jogo. Essa estratégia de ouvir o consumidor final e adaptar o produto rapidamente ajuda a explicar por que a liga cresceu tanto em pouco tempo, especialmente entre o público jovem.
Como o Brasil entrou nesse mapa
No Brasil desde março de 2025, a Kings League já reúne mais de um milhão de pessoas assistindo simultaneamente às partidas, segundo Anadege Freitas, diretora geral da operação no país. O crescimento chamou atenção de grandes marcas: a CazéTV se tornou parceira de distribuição, enquanto empresas como Visa e iFood entraram como patrocinadoras.
Para quem está de olho em oportunidades de negócio, o caso brasileiro reforça um ponto importante: mercados emergentes para um produto podem se tornar rapidamente os mais relevantes, desde que haja identificação cultural forte. Piqué destacou justamente esse fator ao comentar o desempenho do país na competição, incluindo o bicampeonato conquistado pelo Brasil na Kings World Cup Nations e a lotação da final em São Paulo, com mais de 41 mil torcedores.
Os próximos passos do negócio
Piqué não parou na Kings League. Ele também é sócio ou fundador de outras iniciativas ligadas a esporte e entretenimento, como uma organização de eSports, uma franquia de xadrez, uma empresa de mídia esportiva e o clube de futebol FC Andorra. Segundo ele, a lógica por trás das escolhas é simples: investir em áreas que ele entende e, principalmente, gosta.
Esse critério pode servir de referência para empresários que buscam diversificar investimentos: entender o setor e ter afinidade com o negócio reduz riscos e aumenta o potencial de dedicação necessário para fazer o projeto crescer.
Olhando para frente, Piqué afirma que o Brasil é visto como peça-chave nos planos de expansão da marca. A ideia é trazer ao país a Queens League, versão feminina da competição, aproveitando o momento de crescimento do futebol feminino brasileiro e a proximidade da Copa do Mundo Feminina de 2027. Segundo ele, a expectativa é fechar 2026 consolidando os campeonatos locais para, em 2027, ampliar a presença da marca em praticamente todos os países onde já atua.
Para gestores e empreendedores, o caso Kings League funciona como um lembrete prático: entender o comportamento do consumidor, testar formatos com agilidade e escolher parceiros estratégicos são passos que podem acelerar o crescimento de qualquer negócio, dentro ou fora do esporte.
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