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Investir no exterior fica mais fácil: o que muda para empresários e famílias

14/08/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 20 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Durante muito tempo, ter dinheiro investido fora do Brasil foi coisa de quem tinha muito patrimônio. Os custos eram altos, o processo era burocrático e faltavam plataformas simples para fazer isso funcionar. Esse cenário está mudando rápido, e entender por quê pode ajudar você a repensar como protege e faz crescer o seu próprio dinheiro, seja ele pessoal ou ligado ao negócio.

O motivo dessa mudança tem nome: "nativos offshore". É como o mercado financeiro vem chamando uma nova geração de investidores que já entra investindo com ativos internacionais na carteira, sem ver isso como um passo avançado reservado a quem já acumulou muito dinheiro no Brasil. Para esse grupo, ter ações americanas, fundos internacionais ou mesmo criptoativos é tão natural quanto ter uma aplicação de renda fixa no banco local.

Por que isso não era comum antes

Existem razões práticas para o Brasil ter ficado para trás nesse movimento. Durante décadas, os juros no país foram tão altos que investir aqui mesmo já trazia bons retornos, sem o trabalho e o custo de mandar dinheiro para fora. Hoje a taxa Selic está em 14% ao ano, patamar que ainda torna a renda fixa brasileira atrativa e reduz o interesse imediato por diversificação internacional.

Além dos juros, havia uma barreira prática: abrir conta no exterior, fazer câmbio, transferir dinheiro e lidar com exigências fiscais de outros países exigia uma estrutura cara e complicada. Isso fazia sentido financeiro só para quem tinha muito capital para investir. Pequenos e médios investidores simplesmente ficavam de fora, porque os custos consumiam boa parte do retorno.

Essa realidade começou a mudar por volta de 2016, quando a queda dos juros no Brasil despertou o interesse por alternativas fora do país. A digitalização dos processos de abertura de conta, câmbio e investimento reduziu custos e tornou tudo mais acessível. A pandemia acelerou ainda mais esse movimento, trazendo uma leva grande de novos investidores, muitos com valores pequenos para aplicar, mas em quantidade suficiente para provar que o modelo digital funciona mesmo para quem está começando.

O tamanho do mercado offshore no Brasil
2%do patrimônio dos brasileiros está fora do paíssegundo estimativa do Banco Central.
R$ 8,5 trilhõesinvestidos pelos brasileiros em 2025alta de 15,5% em relação ao ano anterior, segundo a Anbima.
R$ 2,63 trilhõespertencem a clientes privateinvestidores com mais de R$ 5 milhões aplicados, sem contar recursos já mantidos no exterior.

O que isso significa para quem tem negócio ou patrimônio a proteger

Para você que administra uma empresa ou cuida do patrimônio da família, esse movimento importa por alguns motivos concretos. O primeiro é a diversificação: manter todo o dinheiro concentrado no Brasil expõe seu patrimônio a riscos cambiais, políticos e econômicos do país. Ter uma parte alocada fora reduz essa dependência e ajuda a preservar o poder de compra ao longo do tempo.

O segundo motivo é o acesso a setores e empresas que praticamente não existem na bolsa brasileira, como tecnologia de ponta, inteligência artificial, semicondutores e biotecnologia. Isso amplia as possibilidades de investimento e pode ser relevante tanto para quem pensa em aposentadoria quanto para quem planeja o crescimento de reservas empresariais no longo prazo.

Vale notar que essa não é uma tendência restrita a grandes patrimônios. Bancos e corretoras brasileiras já vêm ampliando suas estruturas para oferecer investimento internacional, justamente porque perceberam que não oferecer esse serviço pode se tornar uma desvantagem competitiva perante o cliente, inclusive o pequeno e médio investidor.

Na prática, isso significa mais opções de plataformas e serviços digitais para quem quer começar a diversificar, com processos mais simples do que existiam há alguns anos. Se você ainda não avaliou como o investimento internacional pode se encaixar na sua estratégia financeira pessoal ou empresarial, este é um bom momento para conversar com quem cuida da sua contabilidade e planejamento financeiro, entendendo custos, tributação e as melhores opções disponíveis para o seu caso.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.