Importação de vidros e alumínio: novas alíquotas afetam seu negócio?
30/10/2026 06:583 min de leituraAtualizado há 1 hora
Fonte: Contadores CNT · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
Se sua empresa importa vidros ou artigos de alumínio, fique atento: o governo mudou as regras do Imposto de Importação para esses produtos. A alteração veio por meio de uma resolução do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), publicada no fim de outubro, e já está valendo.
Na prática, isso significa que quem compra esses itens de fornecedores estrangeiros vai pagar mais imposto na hora de trazer a mercadoria para o Brasil. Dependendo do produto e do período, a alíquota pode chegar a 35%. Para empresas que dependem desses insumos, o impacto é direto no custo da mercadoria importada e, consequentemente, no preço final repassado ao cliente.
O que muda
A medida altera a Lista de Elevações Tarifárias, um mecanismo usado pelo governo para encarecer temporariamente a importação de certos produtos, geralmente como resposta a desequilíbrios no comércio internacional. Um item de vidro, classificado na NCM 7005.29.00 (categoria "Outro"), que já estava na lista, teve sua alíquota fixada em 35%, valendo de 29 de outubro até 25 de dezembro de 2026.
Além disso, produtos de alumínio entraram pela primeira vez na lista. São itens como chapas, folhas e tiras de alumínio (NCM 7610.90.00), com alíquota de 20%, e uma categoria específica de palhetas de alumínio perfilado, com alíquota de 14,4%. Também foram incluídos utensílios domésticos de alumínio, como esponjas, esfregões e luvas de limpeza (NCM 7615.10.00), com alíquota geral de 25%, mas com uma exceção importante: panelas, caçarolas, frigideiras, assadeiras e formas usadas no preparo de alimentos ficam com alíquota reduzida de 14,4%.
Quem é afetado
A mudança atinge principalmente empresas importadoras de vidro e alumínio, indústrias que usam esses materiais como matéria-prima e distribuidores de utensílios domésticos. Se o seu negócio depende da importação direta desses itens, ou compra de fornecedores que importam, é bom revisar os contratos e simular o impacto no custo final.
Vale lembrar que as alíquotas têm prazos de validade diferentes: algumas duram cerca de dois meses, outras valem por um ano inteiro. Isso exige atenção redobrada ao planejamento de compras, já que o custo pode mudar novamente quando o prazo de vigência terminar.
Como se preparar
Diante dessas mudanças, o primeiro passo é identificar se os produtos que sua empresa importa estão entre os citados na nova lista. Em seguida, vale calcular o impacto da nova alíquota no preço de compra e verificar se é hora de renegociar com fornecedores, ajustar preços de venda ou buscar alternativas no mercado interno.
Converse com seu contador ou despachante aduaneiro para confirmar o enquadramento exato dos produtos que você importa e garantir que a classificação fiscal está correta. Erros de classificação podem gerar tanto pagamento indevido de imposto quanto problemas com a fiscalização. Ficar de olho nos prazos de vigência também evita surpresas no fluxo de caixa quando as alíquotas voltarem a mudar.
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