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Ibovespa cai após eleição: o que isso significa para seu negócio

03/11/2026 19:004 min de leituraAtualizado há 4 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, fechou nesta terça-feira (03) no menor nível desde janeiro, enquanto o dólar subiu e os juros futuros voltaram a ser revisados para cima. O movimento reflete a incerteza dos investidores sobre os rumos da economia após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente em relação a quem vai comandar a área econômica e que tipo de política fiscal será adotada. Para você, empresário, esse cenário importa porque mexe diretamente no custo do crédito, no preço do dólar e na confiança geral para investir e contratar.

O que está acontecendo

Desde o resultado da eleição, no dia 25 de outubro, a bolsa brasileira só fechou em queda. No pregão antes da definição das urnas, o Ibovespa estava acima de 205 mil pontos; agora, está na casa dos 165 mil. O tombo foi puxado principalmente pela queda forte das ações da Petrobras e da Vale, mas o pano de fundo é mais amplo: o mercado está em compasso de espera, esperando sinais sobre quem será o novo ministro da Fazenda e se o governo vai, de fato, controlar o crescimento dos gastos públicos.

Um fator que piorou o clima foi a notícia de que o presidente Lula teria se encontrado com o economista André Lara Resende, um dos criadores do Plano Real, que defende um plano de redução programada dos juros e uso de reservas internacionais para conter a cotação do dólar. A proposta foi negada pelo governo e classificada como algo que "tem deficiências" pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, mas o estrago já estava feito: o dólar subiu e o real teve um dos piores desempenhos entre as principais moedas do mundo naquele dia.

Por que isso afeta o seu negócio

Esse tipo de instabilidade tem efeito direto no dia a dia de quem empreende. Um dólar mais caro encarece insumos importados, equipamentos e viagens internacionais, além de pressionar os preços de produtos que dependem de componentes estrangeiros. Já a expectativa de juros mais altos, como mostrou a pesquisa Focus do Banco Central (que elevou a projeção da Selic para o fim do ano de 13,25% para 13,50%), significa crédito mais caro para capital de giro, financiamento de máquinas ou expansão do negócio.

Números que mostram a tensão do mercado
165.528,92 pontosIbovespamenor fechamento desde 19 de janeiro, com o índice acima de 205 mil pontos antes da eleição.
R$ 5,4863dólaralta de 0,74% no dia, em meio à cautela com a política econômica do novo governo.
13,50% ao anoSelic projetadanova estimativa do mercado para o fim de 2025, ante 13,25% na pesquisa anterior.

Além disso, a decisão de juros do Copom, marcada para quarta-feira, é vista como um dos eventos mais importantes da semana. A maioria dos economistas espera que a Selic seja mantida em 13,75% ao ano, mas qualquer sinal sobre os próximos passos da política monetária deve mexer ainda mais com o mercado. Isso é relevante para quem está decidindo o melhor momento para tomar um empréstimo, renegociar dívidas ou planejar investimentos no próximo ano.

Outro ponto que merece atenção é a safra de resultados das grandes empresas, que está em andamento. Companhias como Itaú Unibanco, BB Seguridade e RD Saúde divulgaram balanços nesta semana, e o mercado está de olho não só nos números, mas principalmente no que os executivos dizem sobre as perspectivas para os próximos meses. Esse tipo de sinalização ajuda a entender o apetite geral das empresas para investir e contratar, o que também reflete no ambiente de negócios como um todo.

Como se preparar

Diante desse cenário de instabilidade, vale redobrar a atenção com o fluxo de caixa e evitar surpresas. Se o seu negócio depende de insumos importados, é um bom momento para avaliar contratos de proteção cambial ou negociar preços e prazos com fornecedores antes de uma alta mais forte do dólar. Quem pensa em pegar crédito para expandir ou cobrir capital de giro deve simular diferentes cenários de juros, já que a Selic pode continuar subindo nas próximas revisões do mercado. Por fim, acompanhar as decisões do Copom e as sinalizações sobre o futuro ministério da Fazenda ajuda a antecipar movimentos e tomar decisões financeiras com mais segurança, em vez de reagir apenas quando os impactos já estiverem na sua planilha.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.