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IA no trabalho: por que dominar a tecnologia pesa mais que diploma

02/10/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 49 minutos

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.

Uma reportagem da Forbes Brasil mostra uma mudança de comportamento que já chega às empresas brasileiras: profissionais mais jovens estão usando inteligência artificial no dia a dia de trabalho, não apenas como curiosidade, mas como ferramenta para produzir mais, resolver problemas mais rápido e, com isso, buscar salários melhores. Se você é empresário ou gestor, esse movimento tem impacto direto em como você contrata, treina e retém gente boa na sua equipe.

O que muda

O caso citado na reportagem é o de uma ex-gerente de produto da Microsoft que criou sua própria empresa de inteligência artificial. Segundo ela, o domínio da tecnologia aumentou a quantidade de tarefas que consegue realizar e a velocidade com que executa cada uma, o que se traduz em mais valor entregue, tanto para clientes quanto para a empresa onde trabalha. Esse raciocínio vale para qualquer negócio: colaboradores que sabem usar IA para automatizar tarefas repetitivas, como responder e-mails, organizar agenda ou analisar dados, entregam mais em menos tempo.

Outro ponto que chama atenção é a forma como esses profissionais comprovam competência. Em vez de dependerem de certificados, eles mostram projetos reais que construíram, publicados online, como prova do que sabem fazer. Isso significa que, na hora de contratar, pode valer mais olhar para o que o candidato efetivamente produziu do que para a lista de cursos no currículo.

Quem é afetado

A mudança atinge principalmente empresas que lidam com tarefas repetitivas, geração de conteúdo, análise de dados ou atendimento, áreas onde a IA já entrega ganhos de produtividade mensuráveis. Também afeta diretamente o setor de recursos humanos e a liderança de equipes, que precisam decidir se e como vão investir em capacitação de IA para os times.

A pesquisa citada na reportagem, feita pela PwC em 2025 com mais de 2 mil jovens profissionais no Reino Unido, reforça esse cenário: a maioria da Geração Z espera que a IA aumente sua produtividade, e quase metade acredita que a tecnologia vai elevar salário e segurança no emprego. Ou seja, são profissionais que já chegam ao mercado de trabalho esperando usar essas ferramentas, e empresas que não oferecem espaço para isso podem perder atratividade na hora de contratar.

O que a pesquisa da PwC mostrou
67%da Geração Zespera que a IA aumente sua produtividade no trabalho.
~50%acredita em ganho salarialesperam que a IA eleve salário e segurança no emprego.

Como se preparar

Um ponto prático mencionado na reportagem é que boa parte do conteúdo de treinamento em IA hoje é gratuito, muitas vezes disponibilizado pelas próprias empresas que criam as ferramentas. Isso reduz a barreira de custo para capacitar sua equipe. A recomendação de um planejador financeiro citado na matéria é avaliar cursos observando três critérios: quem criou o conteúdo, se está atualizado e se o treinamento termina em um projeto concreto, não apenas em um questionário de múltipla escolha.

Para empresas que pensam em investir em capacitação paga, vale verificar antes se existe algum benefício educacional disponível, já que muitas oferecem esse tipo de apoio mas os próprios funcionários raramente usam. Do ponto de vista de gestão, isso é um alerta: divulgar e incentivar o uso desses benefícios pode ser uma forma barata de reter talento e aumentar produtividade.

Por fim, a reportagem traz um conselho que também serve para o lado financeiro do negócio: se a adoção de IA gerar ganhos, seja em produtividade da equipe seja em receita, vale canalizar parte desse ganho para fortalecer a segurança financeira da empresa, como reserva de caixa e redução de dívidas, em vez de simplesmente aumentar gastos.

Na prática, o recado para quem gere um negócio é claro: a corrida por domínio de inteligência artificial já começou entre os profissionais mais jovens, e empresas que oferecem espaço para aprender e aplicar essas ferramentas tendem a atrair e reter melhor esses talentos, além de ganhar em produtividade no processo.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.