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H&M expande no Brasil: novas lojas em Recife, Fortaleza e Rio

24/09/2026 17:554 min de leituraAtualizado há 2 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A rede sueca de moda H&M está acelerando sua chegada ao Brasil. Pouco mais de um ano depois de abrir a primeira loja no país, a marca prepara sua estreia no Nordeste, com unidades em Recife e Fortaleza, além de uma terceira loja no Rio de Janeiro, no Shopping Tijuca. Com isso, a empresa deve fechar o ano com 13 lojas em operação no Brasil. O movimento acontece em meio a uma melhora nos resultados financeiros do grupo no mundo todo, o que reforça a aposta na expansão por aqui.

O que muda para o mercado brasileiro

Desde que desembarcou no Brasil, em agosto de 2025, a H&M abriu lojas em São Paulo (capital e interior), no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. Agora, a marca amplia sua presença para uma nova região, o Nordeste, sinalizando que a estratégia de crescimento no país está em ritmo acelerado. Para quem trabalha com varejo de moda, shopping centers ou fornece produtos e serviços para esse setor, a movimentação da H&M é um indicador importante: grandes redes internacionais continuam vendo espaço de crescimento no Brasil, mesmo em um cenário de ajustes globais.

Vale destacar que essa expansão não é isolada. A empresa também abriu suas duas primeiras lojas no Paraguai neste trimestre e já planeja entrar na Argentina em 2027, por meio de franquia, com loja em Buenos Aires. Ou seja, o Brasil faz parte de um movimento mais amplo de fortalecimento da marca na América do Sul, o que pode significar mais investimento, mais empregos diretos e indiretos, e maior competição no setor de moda e shoppings nas cidades escolhidas.

Por que a empresa está confiante

A decisão de investir mais no Brasil acontece junto com uma melhora na saúde financeira do grupo H&M no mundo todo. No terceiro trimestre fiscal, encerrado em agosto, o lucro operacional global cresceu 23% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O detalhe interessante é que as vendas cresceram bem menos do que o lucro, o que mostra que a empresa está conseguindo gastar menos e operar de forma mais eficiente, e não apenas vendendo mais.

Resultado global da H&M no trimestre (jun-ago)
+23%lucro operacionalcrescimento na comparação com o mesmo período do ano anterior.
10,6%margem operacionalsubiu de 8,6% no trimestre anterior, mostrando mais eficiência.
+1%crescimento de vendasem moeda local, avanço bem mais modesto que o do lucro.

Segundo o CEO do grupo, Daniel Ervér, parte desse resultado positivo veio de um trabalho mais rígido de controle de custos, compras mais inteligentes e operações mais enxutas. Ainda assim, ele reconheceu que a empresa vê espaço para vender mais no futuro, o que ajuda a explicar por que a rede continua abrindo lojas em mercados como o Brasil, mesmo estando mais seletiva em outras partes do mundo.

Isso porque, enquanto expande por aqui, a H&M está reduzindo sua presença física em escala global. Ao fim de agosto, o grupo operava 4.023 lojas no mundo, cerca de 2% a menos do que um ano antes. Para o próximo ano fiscal, a previsão é abrir cerca de 90 lojas novas e fechar aproximadamente 170, com a maior parte das aberturas concentrada justamente em mercados considerados de crescimento, categoria em que o Brasil se encaixa.

O que isso significa na prática

Para empresários e gestores que atuam no varejo, no setor de shoppings ou em cadeias de fornecimento ligadas à moda, a expansão da H&M no Brasil é um sinal de que o país segue atraente para investimento estrangeiro no varejo, mesmo em um momento de reorganização global da marca. A chegada ao Nordeste, em especial, pode aquecer a disputa por espaço em shoppings e atrair mais consumidores para os empreendimentos que receberem as novas lojas.

Também vale observar a estratégia da empresa de comprar produtos mais próximos da temporada de venda, para reagir mais rápido à demanda dos consumidores. É uma prática que pode servir de referência para negócios de varejo de qualquer porte: reduzir o tempo entre a decisão de compra e a chegada do produto à loja ajuda a evitar estoque parado e a acompanhar melhor as mudanças de comportamento do consumidor, especialmente em um cenário de custo de vida elevado, como o próprio CEO da H&M mencionou.

O relatório da empresa não detalha receita ou lucro específicos da operação brasileira, mas o ritmo de aberturas de lojas por aqui é, por si só, um indicativo de que os primeiros resultados no país estão sendo considerados positivos o suficiente para justificar mais investimento. Para quem acompanha o setor, vale ficar de olho nos próximos passos da marca, tanto em novas praças quanto em possíveis parcerias e fornecedores locais que podem se beneficiar dessa expansão.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.