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Golpes com Minha Casa Minha Vida e Desenrola: como sua empresa se protege

24/08/2026 17:003 min de leituraAtualizado há 9 dias

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Golpistas estão usando o nome de programas do governo, como Minha Casa, Minha Vida e Desenrola Brasil, para enganar pessoas e aplicar fraudes financeiras. A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) alerta que os criminosos criam ofertas falsas, simulam atendimentos oficiais e induzem as vítimas a fazer pagamentos ou transferências que nunca chegam ao destino prometido. Embora o golpe seja voltado a cidadãos, o tema interessa diretamente a você, empresário ou gestor: colaboradores, clientes e até o setor financeiro da empresa podem ser alvo desse tipo de abordagem, e um pagamento feito por engano pode gerar prejuízo real ao caixa do negócio.

Como o golpe funciona

A estratégia é sempre a mesma: associar uma vantagem falsa a um programa que as pessoas conhecem e confiam. No caso do Minha Casa, Minha Vida, os criminosos prometem prioridade na fila de espera ou aprovação garantida de financiamento, exigindo um pagamento antecipado por Pix ou o pagamento de um boleto que parece legítimo. Já no Desenrola Brasil, a fraude costuma acontecer por meio de páginas ou aplicativos falsos que imitam os canais oficiais do programa, oferecendo condições de renegociação de dívidas que levam a vítima a pagar um valor que vai direto para o bolso do golpista, sem qualquer relação com a quitação real da dívida.

Um dos sinais mais comuns desse tipo de fraude é a pressa. Mensagens que criam urgência, como "último dia" ou avisos de que um benefício será cancelado, são usadas justamente para não dar tempo de a pessoa checar se a comunicação é verdadeira. Vale o mesmo cuidado com links recebidos por WhatsApp, SMS ou e-mail: eles não devem ser abertos automaticamente, é preciso conferir antes se o endereço é realmente do canal oficial. Atendentes que oferecem vantagens ou prometem acelerar processos por aplicativo de mensagens também merecem desconfiança.

Sinais de alerta em golpes com programas oficiais
01
Urgência artificial

Mensagens do tipo "último dia" ou ameaça de cancelamento de benefício pressionam a pessoa a agir sem checar a informação.

02
Pedido de pagamento antecipado

Cobrança de Pix ou boleto para "garantir" financiamento, renegociação ou benefício é sinal de fraude.

03
Links e contatos não verificados

Links recebidos por WhatsApp, SMS ou e-mail e atendentes que oferecem vantagens por mensagem exigem checagem antes de qualquer ação.

Como se proteger e orientar sua equipe

A principal recomendação da ABBC é buscar qualquer informação sobre programas e serviços públicos diretamente no portal gov.br, evitando depender de links enviados por terceiros. Quando o atendimento precisar ser presencial, o caminho é procurar os locais oficiais indicados pelo programa, como o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), quando esse tipo de atendimento estiver previsto. Qualquer solicitação de pagamento para liberar benefício, acelerar processo ou garantir condição especial que não esteja confirmada em canal oficial deve ser tratada com desconfiança.

Se você ou alguém da sua equipe perceber que já caiu em um golpe desses, o primeiro passo é contatar imediatamente o banco ou instituição financeira envolvida na operação. Em seguida, é importante registrar um boletim de ocorrência, formalizando a fraude e reunindo as informações disponíveis para eventual investigação. Quanto mais rápido esse contato é feito, maior a chance de reduzir o prejuízo.

O papel da contabilidade nesse cenário

No dia a dia do escritório, é comum que clientes comentem sobre ofertas de renegociação de dívidas ou benefícios que receberam por mensagem. Esse é um momento em que o contador pode ajudar, orientando o cliente a verificar a origem da informação antes de fazer qualquer pagamento ou transferência. Situações envolvendo negociação de dívidas, financiamentos ou supostos benefícios pedem atenção redobrada antes de qualquer movimentação financeira ser autorizada.

Reforçar esse cuidado dentro da própria empresa, especialmente com o time financeiro e administrativo, é uma medida simples e eficaz. Evitar clicar em links recebidos por mensagem, desconfiar de pressa e sempre confirmar informações em canais oficiais são práticas que protegem tanto o patrimônio pessoal quanto o caixa do negócio. Na dúvida, o caminho mais seguro é sempre parar, verificar a fonte oficial e só então decidir.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.