Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.
Se você ainda mede o sucesso do seu marketing digital pela posição no Google, está olhando para metade do mapa. Cada vez mais clientes começam a busca por soluções fazendo perguntas diretamente para ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT, Gemini, Copilot ou Perplexity. Isso muda a pergunta que você precisa responder no planejamento: quando alguém pedir a uma IA que recomende empresas do seu setor, a sua marca vai aparecer?
Essa não é mais uma questão futurista. Pesquisas mostram que boa parte dos consumidores já usa buscas baseadas em inteligência artificial para entender problemas, comparar fornecedores e montar uma lista de opções antes de decidir. Se sua empresa não estiver nessa lista, ela pode perder relevância antes mesmo de o cliente chegar ao seu site ou à sua equipe comercial.
O que muda para o seu negócio
Estudos citados no material mostram que a mudança já afeta receita e comportamento de compra. Uma consultoria estima que essa nova forma de buscar informação pode influenciar centenas de bilhões de dólares em vendas nos próximos anos, e outra projeta queda significativa no tráfego tradicional de buscas conforme mais gente passa a usar respostas geradas por IA. Do lado positivo, quem chega ao site vindo de uma plataforma de IA costuma converter muito mais, porque já pesquisou, comparou e chega mais decidido.
Na prática, isso significa que sua empresa pode receber menos visitas no site e, ainda assim, estar participando de mais decisões de compra, só que de um jeito que as ferramentas tradicionais de análise não conseguem mostrar direito. Google Analytics e Search Console continuam úteis, mas não explicam por que você foi citado pelo ChatGPT ou ignorado pelo Gemini.
SEO tradicional
- Foco em posicionar páginas nos resultados de busca
- Acompanha palavras-chave, cliques e posições
- Disputa é por uma lista de resultados
GEO (otimização para IA)
- Foco em influenciar a resposta da inteligência artificial
- Acompanha menções, citações e recomendações
- Disputa é por entrar no núcleo de poucas respostas selecionadas
Vale reforçar: isso não significa abandonar o SEO. Um site rápido, bem organizado e com conteúdo relevante continua sendo a base de tudo, inclusive porque alimenta as próprias respostas de IA. O problema é achar que otimizar para IA é apenas uma versão nova do SEO de sempre. Sua empresa pode estar bem posicionada no Google e, mesmo assim, não ser mencionada quando um cliente pergunta ao ChatGPT sobre fornecedores do seu setor. E, quando é mencionada, pode aparecer com uma imagem que não representa o que você realmente oferece, por exemplo, sendo tratada como opção barata quando sua estratégia é ser vista como inovadora.
Como se preparar para 2027
O primeiro passo é entender que não dá para acompanhar isso de forma manual ou por impressão. As respostas das plataformas de IA mudam conforme o modelo, o idioma, a localização e até a forma como a pergunta é feita, então uma captura de tela isolada não diz muita coisa. É preciso monitorar de forma contínua, com ferramentas próprias para isso, para saber se sua marca está ganhando ou perdendo espaço nas recomendações ao longo do tempo.
Descubra quais dúvidas e comparações ele faz antes de decidir contratar, em vez de partir de uma lista genérica de palavras-chave.
Invista em ferramenta específica para acompanhar menções, citações e como sua marca é descrita pelas plataformas ao longo do tempo.
Produza dados próprios, estudos de caso e análises assinadas por especialistas, pois isso é o que as plataformas de IA tendem a citar.
Uma menção próxima da decisão de compra vale mais do que dezenas de aparições em assuntos periféricos.
Também é importante ter em mente que não existe fórmula pronta. Um estudo acadêmico citado no material mostrou que certas ações podem aumentar bastante a visibilidade de um conteúdo, mas o resultado varia muito conforme o setor. Ou seja, cada empresa vai precisar testar, medir e ajustar sua própria estratégia, e não apenas copiar o que funcionou para o concorrente.
Para o empresário, o recado prático é simples: reservar orçamento e atenção para entender e melhorar como sua marca aparece nas respostas de inteligência artificial deixou de ser experimento e virou parte essencial do planejamento de marketing. Quem adiar essa decisão corre o risco de ficar de fora justamente na etapa em que o cliente já está formando sua opinião, antes mesmo de acessar o site ou falar com o time de vendas.
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