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Fila do INSS: quando acaba o atraso e o que muda no consignado

06/08/2026 09:243 min de leituraAtualizado há 27 dias

Fonte: Jornal Contábil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.

O Ministério da Previdência Social anunciou que a fila de pedidos represados no INSS deve ser praticamente eliminada entre setembro e outubro deste ano. Segundo balanço apresentado pelo ministro Wolney Queiroz durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), o volume de requerimentos parados há mais de 45 dias caiu de 1,882 milhão no início do ano para 374 mil casos atualmente, uma redução de aproximadamente 80% em sete meses.

Para você, empresário ou gestor, esse tipo de informação tem impacto direto na rotina do RH e na relação com colaboradores que dependem do INSS para benefícios como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade ou pensão. Menos tempo de espera significa menos desgaste para o time de recursos humanos, que costuma ser o primeiro a receber cobranças de funcionários com pedidos pendentes, e também menos necessidade de adaptar escalas ou cobrir afastamentos por longos períodos indefinidos.

O que muda na prática

Segundo o ministério, o objetivo agora é manter apenas o chamado fluxo normal de novos pedidos, que soma cerca de 1,3 milhão de solicitações por mês, todas atendidas dentro do prazo legal. Ou seja, a meta não é zerar todos os pedidos que chegam, isso é impossível, mas garantir que nenhum requerimento novo fique esperando mais do que o prazo previsto em lei.

A pasta também informou melhora na velocidade de resposta: a espera média para análise de pedidos caiu de 108 dias, patamar de 2021, para 48 dias atualmente. Já a fila específica de perícias médicas, que costuma ser a mais sensível para quem precisa de auxílio-doença ou aposentadoria por incapacidade, recuou de 1,230 milhão de agendamentos pendentes no fim do ano passado para cerca de 248 mil hoje.

IndicadorSituação anteriorSituação atual
Pedidos parados há mais de 45 dias1,882 milhão (início do ano)374 mil
Tempo médio de espera108 dias (2021)48 dias
Fila de perícias médicas1,230 milhão (fim do ano passado)248 mil

O governo reforçou que a queda na fila não é resultado de negativas em massa de benefícios. Pelo contrário, a pasta destacou um índice elevado de concessões no mesmo período, o que indica que a redução veio de mais análises concluídas, e não de rejeições automáticas.

Consignado sem mudança no teto de juros

Na mesma reunião, o governo confirmou que não vai reajustar o limite de juros do empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS. A taxa máxima permanece em 1,85% ao mês, mesmo que os cálculos tradicionais indicassem espaço para elevar o teto até 2,03%. A decisão de manter o valor atual está ligada à Selic: qualquer nova análise sobre o tema só deve ocorrer quando a taxa básica de juros chegar a 10,5%.

Isso importa para negócios que atuam com crédito, correspondência bancária ou assessoria financeira a aposentados, já que o teto define o limite de rentabilidade dessas operações. O governo optou por não criar uma regra automática de reajuste, preferindo levar o assunto periodicamente ao CNPS, com participação de entidades do setor bancário. Na prática, isso significa que qualquer alteração futura dependerá de nova rodada de negociação, e não de uma fórmula fixa.

Como isso afeta seu planejamento

Se sua empresa tem funcionários próximos da aposentadoria ou em processo de afastamento por saúde, vale acompanhar de perto os prazos informados pelo INSS nos próximos meses, já que a tendência é de respostas mais rápidas. Isso pode facilitar o planejamento de substituições, contratações temporárias e ajustes na folha de pagamento. Para quem lida com crédito consignado a aposentados, o cenário de juros estável ao menos elimina uma variável de incerteza no curto prazo, permitindo previsibilidade nas condições oferecidas até que a Selic atinja o patamar mencionado pelo governo.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.

Fila do INSS: quando acaba o atraso e o que muda no consignado — GL Inteligência Contábil