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Dolly Parton morre aos 80 anos: o legado da rainha da música country

26/08/2026 15:263 min de leituraAtualizado há 7 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Dolly Parton morreu aos 80 anos na terça-feira (25), deixando um legado que ultrapassa a música. Cantora, compositora, atriz, empreendedora e filantropa, ela construiu ao longo de mais de seis décadas de carreira uma trajetória marcada por sucessos musicais, negócios de sucesso e uma atuação generosa em causas sociais, especialmente ligadas à educação.

Autora de canções como "Jolene", "9 to 5" e "I Will Always Love You", Parton vendeu mais de 100 milhões de discos e foi reconhecida tanto no Country Music Hall of Fame quanto no Rock & Roll Hall of Fame. Nascida em uma família humilde do Tennessee, uma de 12 irmãos, ela transformou as próprias experiências de infância em obras marcantes, como a canção autobiográfica "Coat of Many Colors", que depois virou filme e livro infantil.

Uma trajetória que uniu arte e negócios

Além da carreira artística, Dolly Parton foi uma empreendedora de sucesso, à frente de negócios como o parque temático Dollywood. Ela também deixou marca no cinema: em 1980, estrelou ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin o filme "Como Eliminar Seu Chefe", que abordou temas como desigualdade salarial e assédio no ambiente de trabalho, temas que ela mesma considerava polêmicos, mas necessários para a época. A história depois virou série de TV e musical indicado ao Tony, com músicas escritas pela própria artista.

Sua atuação filantrópica, no entanto, é um dos pontos mais lembrados de seu legado. Em 1988, criou a Dollywood Foundation, e anos depois fundou a Imagination Library, um programa de doação de livros infantis inspirado no próprio pai, que não sabia ler nem escrever. O projeto começou atendendo crianças de seu condado natal e cresceu até se tornar uma iniciativa global de distribuição gratuita de livros.

Marcas de uma carreira e um legado
Mais de 100 milhõesdiscos vendidosao longo de mais de seis décadas de carreira.
1988criação da Dollywood Foundationbase de sua atuação filantrópica.
2022Medalha Carnegie de Filantropiareconhecimento por décadas de doações e causas sociais.

A fundação de Parton também destinou recursos a causas como redução da evasão escolar, bolsas de estudo, proteção animal, apoio a vítimas de furacões e incêndios, e pesquisas sobre a Covid-19 e doenças pediátricas. Em 2022, esse conjunto de ações foi reconhecido com a Medalha Carnegie de Filantropia, um dos prêmios mais importantes do setor.

O que ela dizia sobre sucesso

Em entrevista à Forbes em 2016, Dolly Parton compartilhou uma visão de sucesso que vai muito além do dinheiro. Para ela, o verdadeiro sucesso está em como a pessoa usa o que conquistou para ajudar os outros e em ser feliz com o próprio caminho. Ela dizia que "você pode ganhar todo o dinheiro do mundo, mas se não for feliz, não é sucesso", e que sentia sua própria realização ao perceber a contribuição que dava para causas boas, como a Imagination Library.

Parton também falava sobre a importância de conhecer a si mesmo, aceitar as próprias origens e não se envergonhar da família ou da história pessoal. Para ela, esse autoconhecimento era o que permitia às pessoas "brilhar" e influenciar positivamente quem está ao redor. Sobre lidar com dificuldades, defendia que, mesmo sem poder mudar tudo, é possível mudar algumas coisas, e que ajudar o próximo é uma forma de aliviar o próprio peso diante dos problemas.

Questionada sobre a maior necessidade do mundo, ela respondeu que era o amor, mais aceitação, compreensão, perdão e disposição para realmente ouvir o outro. Essas reflexões, feitas quase uma década antes de sua morte, resumem a forma como Dolly Parton viveu: unindo talento, generosidade e uma crença genuína na capacidade das pessoas de tornar a vida melhor umas para as outras.

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