Dia dos Pais 2025: shoppings faturam mais que o previsto, veja o que isso indica
26/08/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 8 dias
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
O período do Dia dos Pais deste ano trouxe um resultado que surpreendeu o próprio setor de shopping centers. Entre 31 de julho e 9 de agosto, os shoppings brasileiros faturaram R$ 4,51 bilhões, um crescimento de 2,8% em relação ao mesmo período de 2025. O número ficou acima da projeção inicial, que era de R$ 4,45 bilhões e alta de 1,3%. Os dados são da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e servem como termômetro do consumo em datas comemorativas, algo que interessa diretamente a quem vende produtos ou serviços, esteja você dentro de um shopping ou não.
Mais do que o faturamento, chamou atenção o volume de pessoas circulando nesses espaços. O fluxo de visitantes cresceu 8,3% na comparação anual, resultado muito superior à expectativa de apenas 1,1% traçada antes da data. Isso mostra que o movimento não veio só de quem já frequentava os shoppings, mas de um público adicional que decidiu ir até esses espaços durante o período.
O que os números revelam sobre o comportamento do consumidor
Um dado chama atenção para quem pensa em estratégia comercial: o tíquete médio nos shoppings foi de R$ 212,64, quase o dobro do valor gasto no comércio de rua, que ficou em R$ 111,03. Ou seja, quem vai ao shopping tende a gastar mais por visita. Isso reforça um movimento que já vinha sendo observado: o shopping deixou de ser apenas um lugar de compra pontual e passou a funcionar como um destino completo, que combina compras, alimentação e lazer em um único ambiente.
Essa percepção aparece justamente nos números por segmento. O setor de recreação e lazer teve a alta mais expressiva, de 49%, seguido por alimentação, com crescimento de 16%, e pelo varejo alimentício especializado, com alta de 9%. Para quem administra um negócio dentro ou fora desses espaços, o recado é claro: a experiência ao redor da compra tem peso cada vez maior na decisão do consumidor de sair de casa.
Diferenças regionais que importam para quem planeja vendas
O crescimento nas vendas ocorreu em todas as regiões do país, o que indica um movimento consistente e não concentrado em algum polo específico. Já no fluxo de visitantes, algumas regiões se destacaram com crescimento de dois dígitos: o Sul teve expansão de 16%, seguido pelo Norte, com 11%, e pelo Nordeste, com 10%. Isso pode orientar decisões de negócios que dependem de sazonalidade regional, como reposição de estoque, contratação temporária ou ações promocionais direcionadas.
Outro ponto relevante é o tíquete médio por região. Três regiões ficaram acima da média nacional: Norte (R$ 237,77), Centro-Oeste (R$ 221,28) e Sul (R$ 216,65). Para negócios que atuam nessas praças, esse dado sugere um público dispostos a gastar mais por visita, o que pode influenciar desde a política de preços até o mix de produtos oferecidos em datas comemorativas futuras.
Para o presidente da Abrasce, Glauco Humai, os resultados confirmam uma mudança de comportamento que já vinha se consolidando: o consumidor não vai mais ao shopping apenas para comprar um presente pontual, mas busca um ambiente que reúna compras, alimentação, lazer, entretenimento e serviços em um único lugar. Essa combinação de fatores ajuda a explicar por que o fluxo cresceu tanto mais do que o previsto.
Na prática, esses números servem como referência para qualquer negócio que dependa de datas comemorativas para impulsionar vendas. Se você tem uma loja, um serviço ou atua com alimentação, vale observar que experiências completas, e não apenas o produto em si, têm atraído mais consumidores e gerado tíquetes médios mais altos. Ficar atento a esses movimentos de comportamento pode ajudar no planejamento das próximas datas do calendário comercial, como Dia das Crianças e Natal.
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