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Criptomoedas além do Bitcoin: tipos de ativos digitais e cuidados fiscais

08/09/2026 18:164 min de leituraAtualizado há 14 horas

Fonte: Jornal Contábil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Lucro Real, atualizado a cada mudança de norma.

Quando se fala em criptomoeda, a primeira imagem que vem à cabeça costuma ser o Bitcoin. Mas o mercado de ativos digitais cresceu muito além disso e hoje reúne milhares de tipos diferentes de tokens, cada um com uma função específica: alguns servem como reserva de valor, outros como infraestrutura para aplicativos, outros ainda representam bens reais como ouro ou imóveis. Se você é empresário ou investidor e já tem ou pretende ter algum tipo de exposição a esses ativos, entender essas categorias é o primeiro passo para tomar decisões mais seguras e, principalmente, para declarar tudo de forma correta.

Quais são as principais categorias de ativos digitais

O Bitcoin é o exemplo mais conhecido de uma categoria chamada de reserva de valor: um ativo criado para funcionar como uma espécie de "ouro digital", com quantidade limitada e sem controle de governos ou empresas. Já as plataformas de contratos inteligentes funcionam como computadores globais, permitindo que desenvolvedores criem aplicativos, jogos e sistemas financeiros automatizados. É nesse grupo que nascem muitos dos projetos mais complexos do mercado.

Outra categoria relevante é a das stablecoins, moedas digitais atreladas ao valor de moedas tradicionais, geralmente o dólar. Exemplos como USDT e USDC existem justamente para reduzir a volatilidade, permitindo movimentar dinheiro rapidamente sem depender da burocracia bancária. Há ainda os tokens utilitários, que funcionam como uma espécie de combustível ou senha de acesso para redes específicas: alguns alimentam contratos inteligentes com dados do mundo real, outros dão direito a voto em decisões de um projeto, e outros são voltados para infraestrutura de inteligência artificial.

Panorama das categorias de ativos digitais
6categorias principaisde reservas de valor a memecoins, cada uma com função e risco distintos.
21 milhõeslimite de unidades do Bitcoinescassez que sustenta sua proposta de reserva de valor.
Frações de centavosinvestimento mínimo em RWAstokens permitem posse fracionada de ouro, imóveis e outros ativos reais.

Uma frente que vem ganhando espaço é a tokenização de ativos reais, conhecida pela sigla RWA. Nesse modelo, bens físicos como imóveis, ouro, obras de arte e títulos de renda fixa são transformados em tokens dentro da blockchain, permitindo que qualquer pessoa invista frações pequenas desses ativos, às vezes a partir de centavos. Por fim, há as memecoins, moedas nascidas de piadas ou fenômenos culturais da internet, que não têm fundamentos técnicos robustos e dependem do engajamento de comunidades online. Elas podem gerar valorizações expressivas, mas carregam volatilidade e risco extremamente altos.

Por que isso importa para o seu negócio

Se sua empresa ou você, como pessoa física ligada ao negócio, opera com qualquer um desses ativos, seja recebendo pagamentos em stablecoins, investindo em tokens de infraestrutura ou até mantendo posições em ativos tokenizados, é fundamental entender em qual categoria cada ativo se encaixa. Isso porque operações diferentes podem ter tratamentos contábeis e tributários diferentes, e confundir os tipos de ativos pode levar a erros na declaração de bens e no cálculo de imposto devido.

O mercado deixou de ser apenas uma aposta especulativa e passou a fazer parte da estratégia financeira de muitas empresas e investidores. Por isso, saber diferenciar uma reserva de valor de um token utilitário, ou uma stablecoin de uma memecoin, não é curiosidade técnica: é o que separa uma decisão bem informada de uma exposição a riscos desnecessários, inclusive riscos fiscais.

Como se preparar

Antes de qualquer operação com ativos digitais, vale mapear o que sua empresa já possui ou pretende adquirir, identificando a categoria de cada ativo e o objetivo por trás dele. Também é importante manter registros organizados de todas as movimentações, já que isso facilita a declaração correta de bens e evita inconsistências futuras com o Fisco. Por fim, buscar orientação contábil especializada antes de ampliar a exposição a esse mercado ajuda a garantir que a operação esteja regularizada desde o início, sem surpresas na hora de prestar contas.

Entender as diferenças entre os tipos de criptoativos é só o primeiro passo. O segundo, igualmente importante, é garantir que essas operações estejam corretamente refletidas na contabilidade e na declaração de impostos da sua empresa. Contar com suporte especializado nessa área evita problemas futuros e permite que você aproveite as oportunidades desse mercado com mais segurança e tranquilidade.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.