Colheita do milho: safra 2ª avança, mas chuva atrasa no Paraná
17/08/2026 09:492 min de leituraAtualizado há 16 dias
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
Se você trabalha com milho ou depende da produção agrícola do centro-sul do país, vale ficar de olho no ritmo da colheita deste ano. Segundo levantamento da consultoria AgRural, a colheita da segunda safra de milho na região chegou a 85% da área até a última quinta-feira. O número é maior que os 79% registrados uma semana antes, mas ainda fica abaixo dos 94% observados no mesmo período do ano passado. Ou seja, a colheita está andando, só que num ritmo mais devagar do que o habitual.
O que muda no campo
A situação varia bastante dependendo do estado. Em Mato Grosso, os trabalhos estão praticamente concluídos, o que é uma boa notícia para quem depende do escoamento rápido da produção nessa região. Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Goiás também mostram avanço considerado positivo pela AgRural.
O ponto de atenção fica por conta do Paraná, apontado como o destaque negativo da semana. Segundo a consultoria, o excesso de umidade continuou dificultando a entrada das máquinas nas lavouras, o que atrasa a colheita e pode impactar quem depende da entrega da produção paranaense dentro do calendário previsto.
De olho na próxima safra
Enquanto a colheita da safra atual ainda não terminou, já começou o plantio do milho verão 2026/27 no Rio Grande do Sul. Até o momento, 0,3% da área estimada para essa nova safra já foi plantada. É um começo bem mais lento que o do ano passado, quando 1,6% da área já estava plantada no mesmo período.
Para quem depende dessa cadeia, seja produtor, comprador, transportador ou empresa que utiliza o milho como insumo, esses números ajudam a entender o momento do mercado. Um atraso na colheita pode significar também atraso na disponibilidade do produto para venda, transporte e processamento, o que merece atenção no planejamento de curto prazo.
O quadro geral, porém, ainda é de avanço, mesmo que mais lento. A colheita segue avançando no centro-sul, com a maior parte da região em bom ritmo, exceto pelo caso pontual do Paraná. Já o início do plantio no Rio Grande do Sul, mesmo que ainda tímido, sinaliza que o calendário agrícola para a próxima safra já está em movimento.
Se o seu negócio tem relação direta ou indireta com o mercado de milho, o recomendável é acompanhar os próximos boletins da AgRural para entender se o ritmo de colheita se normaliza e como evolui o plantio da nova safra no Rio Grande do Sul. Esses indicadores costumam influenciar preços, prazos de entrega e disponibilidade de matéria-prima nos meses seguintes.
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