Cofco compra usinas da Bunge: o que isso muda no setor de açúcar
01/09/2026 14:262 min de leituraAtualizado há 1 dia
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
A trading chinesa Cofco International acertou a compra de duas usinas de cana-de-açúcar da Bunge no interior de São Paulo. O negócio, anunciado pelas duas companhias, reforça a presença de grupos estrangeiros no setor sucroenergético brasileiro e chama atenção de quem trabalha com produção, fornecimento ou comercialização de cana e derivados no país.
O que muda
Com a aquisição, a Cofco passa a ter capacidade para processar 25,5 milhões de toneladas de cana por ano no Brasil, um salto em relação aos 18,5 milhões de toneladas atuais. Esse volume coloca a empresa entre as maiores do setor no país, que é o maior produtor e exportador de açúcar do mundo. Para quem fornece cana, presta serviços logísticos ou compete no mesmo mercado, é um sinal de que o jogo de forças na região pode se reorganizar.
As unidades negociadas são as usinas Rio Vermelho e Nova Unialco, situadas na região de Araçatuba, no interior paulista, com capacidade conjunta de 7 milhões de toneladas de cana processada. Essas usinas vieram para o portfólio da Bunge por meio da fusão com a Viterra, concluída em julho de 2025, ou seja, ficaram pouco tempo sob controle da empresa antes de mudar de mãos novamente.
Quem é afetado
O impacto direto recai sobre produtores rurais, fornecedores de cana e prestadores de serviços da região de Araçatuba, que passam a ter a Cofco como novo comprador ou parceiro comercial nas usinas Rio Vermelho e Nova Unialco. Também é um dado relevante para concorrentes do setor sucroenergético, já que a movimentação reforça a posição da empresa chinesa como uma das principais players do segmento no Brasil.
A Cofco já operava quatro usinas no Estado de São Paulo, nas cidades de Catanduva, Potirendaba, Meridiano e Sebastianópolis do Sul, além de um terminal de transbordo em Votuporanga. Com a nova aquisição, a empresa amplia sua presença geográfica no interior paulista, região estratégica para a produção e escoamento de açúcar e etanol.
Prazos
O valor da transação não foi divulgado pelas empresas. O negócio ainda depende de condições habituais de fechamento, incluindo aprovações regulatórias, o que significa que a conclusão efetiva da compra pode levar algum tempo até que os órgãos competentes analisem e liberem a operação.
Para empresas do setor, o recado prático é ficar atento aos próximos passos regulatórios e às eventuais mudanças de gestão nas usinas envolvidas. Fornecedores, transportadoras e prestadores de serviços que já têm relação com essas unidades devem observar como a transição será conduzida e se haverá impacto em contratos vigentes, prazos de pagamento ou condições comerciais já estabelecidas.
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