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Caged de julho: empregos formais crescem menos, veja o que isso indica

31/08/2026 15:303 min de leituraAtualizado há 2 dias

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.

O Brasil registrou a abertura de 58.568 empregos formais em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O número parece positivo à primeira vista, mas representa uma queda de 57,3% em relação a junho e de 56,3% na comparação com julho de 2025. Foi o pior resultado para um mês de julho desde 2020, quando a série atual do indicador começou a ser medida.

O saldo veio de 2,26 milhões de contratações e 2,2 milhões de desligamentos ao longo do mês. Na conta acumulada do ano, de janeiro a julho, o país abriu 972.203 vagas com carteira assinada, uma queda de 20,9% frente ao mesmo período de 2025, quando haviam sido criados 1.229.107 postos. Para quem gerencia uma empresa, esse dado funciona como um termômetro do ritmo de contratação no país e pode ajudar a entender se a desaceleração é um movimento geral do mercado ou algo específico do seu setor.

Quem contratou e quem demitiu

Quatro dos cinco grandes setores da economia tiveram saldo positivo em julho. Os serviços lideraram, com 24.098 vagas abertas, seguidos pela construção civil (12.691), agropecuária (12.523) e indústria (11.315). O comércio foi o único setor com resultado negativo, fechando 8.114 postos, com destaque para o varejo, que perdeu 3.674 vagas.

Dentro dos serviços, o setor de transporte, armazenagem e correio se destacou, com 18.150 novas vagas. Saúde e serviços sociais vieram depois, com 12.235 postos, enquanto educação fechou 7.352 vagas. Na construção, as obras de infraestrutura abriram 7.087 postos e os serviços especializados, 4.253. Já na indústria, alimentos lideraram a criação de empregos, com 6.994 vagas, seguidos por veículos, reboques e carrocerias (3.440) e máquinas e materiais elétricos (1.950).

Julho de 2026 em números
58,5 milvagas formais abertasMenor resultado para julho desde 2020.
-57,3%queda frente a junhoDesaceleração forte em relação ao mês anterior.
-20,9%no acumulado do anoComparado ao mesmo período de 2025.
48 milhõestrabalhadores com carteira assinadaEstoque total em julho de 2026.

Diferenças entre regiões e estados

Quatro das cinco regiões do país tiveram saldo positivo em julho. O Sudeste liderou, com 21.668 vagas, seguido pelo Nordeste (18.973), Centro-Oeste (9.943) e Norte (8.375). A região Sul foi a única com resultado negativo, perdendo 628 postos no mês.

Entre os estados, 22 tiveram saldo positivo e cinco registraram mais demissões do que contratações. São Paulo liderou a criação de vagas, com 17.814 postos, seguido por Mato Grosso (5.766) e Minas Gerais (5.199). No lado negativo, o Espírito Santo teve a maior perda, com 2.605 postos fechados, ligada ao fim da safra de café. O Rio Grande do Sul eliminou 903 vagas, com demissões concentradas na indústria do fumo e no comércio. Tocantins perdeu 366 postos, relacionados a comércio e agropecuária, enquanto Santa Catarina e o Distrito Federal tiveram quedas menores, de 248 e 134 vagas, respectivamente.

Apesar da desaceleração no ritmo de contratações, o estoque de trabalhadores com carteira assinada continuou crescendo: chegou a 48.082.866 pessoas em julho, alta de 0,12% frente a junho e de 1,02% em relação a julho de 2025. Ou seja, o mercado de trabalho formal ainda está em expansão, mas em ritmo bem mais lento do que no ano anterior.

Para o empresário, esses números servem como referência para planejar contratações e entender o comportamento do setor em que atua. Se você opera em comércio ou varejo, por exemplo, vale observar se a retração identificada no Caged também aparece no seu negócio, e ajustar expectativas de demanda por mão de obra. Já quem está em serviços, construção ou agropecuária pode encontrar um cenário mais favorável para expansão do quadro de funcionários, conforme os dados nacionais indicam.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.