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Bolsa cai e dólar recua: como ficou o mercado após a eleição

27/10/2026 17:273 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Fiscal e Obrigações, atualizado a cada mudança de norma.

Depois de um dia de forte turbulência, o mercado financeiro brasileiro teve uma terça-feira de acomodação. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, fechou com queda de 0,51%, bem menor que o tombo de quase 14% registrado na véspera, a maior perda desde 2020. O dólar também recuou, caindo cerca de 1% e fechando a R$ 5,3488, depois de ter disparado mais de 8% no dia anterior. Para você, empresário ou gestor, esse movimento indica que o pior susto imediato passou, mas a incerteza sobre os rumos da economia ainda não foi resolvida.

O que está por trás da oscilação

A forte queda da bolsa e a disparada do dólar na segunda-feira foram reações do mercado à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, resultado que contrariou apostas de parte dos investidores em uma vitória do senador Flávio Bolsonaro. Segundo agentes financeiros, o movimento teve mais relação com o desmonte de apostas erradas do que com uma mudança real nos fundamentos econômicos do país. Ainda assim, cresceram as dúvidas sobre o rumo da política fiscal, ou seja, sobre como o governo pretende equilibrar as contas públicas nos próximos anos.

Na terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo já tem medidas prontas para apresentar, incluindo ações para buscar o centro da meta fiscal, e que vai tratar o tema com o Congresso. Apesar disso, a fala não foi suficiente para acalmar totalmente os investidores, que preferem esperar por sinais mais concretos, como a definição do nome que vai comandar o Ministério da Fazenda no próximo mandato.

Como diferentes setores reagiram

O comportamento das empresas na bolsa mostrou um dia de ajustes, com movimentos de recuperação em papéis que haviam sofrido perdas muito fortes na véspera. Ações de bancos e de empresas ligadas ao mercado financeiro, como corretoras, tiveram desempenho misto: alguns papéis caíram, mas outros recuperaram parte do terreno perdido. Já construtoras voltadas à habitação popular e algumas siderúrgicas também aparecem na lista de variações relevantes do dia.

O dia em números
-0,51%Ibovespaqueda bem menor que a de 14% do dia anterior.
-1,07%Dólarmoeda fechou a R$ 5,3488, após disparar mais de 8% na véspera.
R$ 734 biValor perdidoperda de valor de mercado das empresas da B3 na véspera, segundo levantamento.

Empresas ligadas a commodities, como mineração e petróleo, também sentiram o movimento do mercado internacional. A queda nos preços do minério de ferro na China e do petróleo no exterior pressionou ações desses setores no Brasil, mostrando que, além da política interna, fatores externos continuam pesando sobre os negócios brasileiros.

O que isso significa para o seu negócio

Se você administra uma empresa, esse cenário de volatilidade tem efeito direto sobre decisões do dia a dia: custo de crédito, planejamento de investimentos e até preços de insumos importados podem ser afetados pelas oscilações do dólar. Um real mais fraco encarece produtos e matérias-primas vindos de fora, enquanto a incerteza fiscal tende a manter os juros pressionados, o que impacta o custo de financiamentos e empréstimos.

O Banco Central já sinalizou que vai atuar no mercado de câmbio caso identifique problemas de funcionamento, e nesta terça-feira vendeu contratos de swap cambial como parte dessa atuação. Isso mostra que a autoridade monetária está atenta ao cenário, mas não significa que a volatilidade vá desaparecer rapidamente.

Na prática, o conselho para empresários é manter cautela nas decisões financeiras de curto prazo, especialmente aquelas ligadas a câmbio ou crédito, e acompanhar de perto os próximos anúncios do governo, sobretudo sobre quem assumirá o comando da área econômica. Até que esse quadro fique mais claro, é provável que o mercado continue reagindo fortemente a cada notícia vinda de Brasília, o que pode gerar novas oscilações tanto na bolsa quanto no câmbio.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.