Ar-condicionado: como usar de forma mais econômica na empresa
20/08/2026 18:163 min de leituraAtualizado há 14 dias
Fonte: Jornal Contábil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.
Se a conta de energia da sua empresa tem pesado, o ar-condicionado costuma ser um dos principais responsáveis, especialmente em comércios, escritórios e consultórios que mantêm os aparelhos ligados por horas seguidas. Mas o consumo não depende apenas da potência informada pelo fabricante: a forma como o equipamento é usado, as condições do ambiente e o estado de conservação também pesam na conta. Pequenos ajustes na rotina podem reduzir gastos sem exigir investimentos grandes.
O que faz o aparelho gastar mais
Portas abertas, filtros sujos e entrada direta de sol são fatores que obrigam o ar-condicionado a trabalhar por mais tempo para atingir a temperatura desejada. Quanto maior a diferença entre a temperatura externa e a programada, maior o esforço exigido do equipamento. Vale lembrar que ajustar o controle para uma temperatura muito baixa não faz o ambiente esfriar mais rápido: apenas mantém o compressor funcionando por mais tempo, consumindo mais energia sem necessidade.
O conforto térmico também não depende só do número marcado no controle. Umidade, circulação do ar, incidência de sol e até a quantidade de pessoas no ambiente influenciam a sensação de calor ou frio. Por isso, recursos como modo automático, função noturna e temporizador podem ajudar a controlar o tempo de funcionamento do aparelho, embora a disponibilidade dessas funções varie de modelo para modelo.
Evita a entrada contínua de ar quente e reduz o esforço do aparelho para compensar o calor externo.
Reduzem a incidência direta de sol nos horários de maior carga térmica, mas não substituem a renovação do ar.
Filtros com poeira dificultam a passagem do ar e reduzem o desempenho do equipamento.
Cortinas, móveis altos e divisórias perto do aparelho prejudicam a distribuição do ar pelo ambiente.
Vazamentos, ruídos diferentes e formação de gelo exigem avaliação técnica; usar o aparelho nessas condições agrava o problema e aumenta o consumo.
Dimensionamento e tecnologia importam
Outro ponto que costuma passar despercebido é a capacidade do aparelho em relação ao ambiente. Um equipamento subdimensionado trabalha por mais tempo tentando alcançar a temperatura programada, enquanto um modelo excessivamente potente também pode não funcionar de forma equilibrada para aquele espaço. Ao escolher um ar-condicionado, não basta considerar apenas a metragem do local: incidência solar, número de pessoas, quantidade de equipamentos eletrônicos e características da construção também entram no cálculo. Em caso de dúvida, vale consultar um profissional para definir a capacidade adequada antes de comprar.
A tecnologia inverter, presente em diversos modelos hoje, permite ajustar o funcionamento do compressor conforme a necessidade de refrigeração, evitando partidas e interrupções constantes. Ainda assim, a economia real varia conforme o modelo, a instalação e a rotina de uso. Por isso, na hora de comparar aparelhos, é importante observar a classificação de eficiência energética e o consumo informado na etiqueta, já que dois equipamentos com a mesma capacidade podem ter resultados bem diferentes.
Para quem administra um negócio, a economia consistente costuma vir da combinação entre escolher o aparelho certo para o ambiente, mantê-lo bem conservado e proteger o espaço do calor externo, e não de depender de uma única função ou ajuste isolado no controle. Revisar esses pontos periodicamente pode ajudar a manter a conta de energia sob controle sem comprometer o conforto de funcionários e clientes.
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