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Os apartamentos mais caros de Nova York e o que eles revelam sobre luxo imobiliário

04/09/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Nova York segue como uma das cidades mais caras do mundo para morar, mas o topo do seu mercado imobiliário está em outro patamar. Um levantamento baseado em imobiliárias de luxo que atuam na cidade mostra que o apartamento mais caro à venda chega a custar R$ 651 milhões. Para você que acompanha o mercado imobiliário, mesmo fora do Brasil, esses números ajudam a entender como o segmento de altíssimo padrão se movimenta de forma independente do restante do mercado.

Para ter uma referência de comparação, o preço médio de venda em Nova York em julho foi de US$ 907 mil, com alta de 5% em relação ao ano anterior. Dentro da cidade, Manhattan lidera os valores, com preço médio de cerca de US$ 1,2 milhão no início do ano, seguida por Brooklyn (US$ 973 mil) e Queens (US$ 735 mil). Já o valor médio de imóveis em todo o estado de Nova York era de US$ 527 mil no mesmo período. Ou seja, os cinco apartamentos mais caros da cidade valem centenas de vezes mais do que a média do próprio mercado local.

Quem são os cinco imóveis mais caros

O primeiro colocado fica no edifício Central Park Tower, em Manhattan, ocupando dois andares inteiros (127º e 128º), com mais de mil metros quadrados de área construída, oito quartos e vista para o Central Park. O preço é de US$ 128 milhões, equivalentes a R$ 651 milhões no câmbio atual. O imóvel dá direito a um clube de lazer exclusivo do prédio, com piscina, quadras esportivas e salão de cinema.

Em segundo lugar está uma cobertura que ocupa todo o 85º andar do edifício 432 Park Avenue, avaliada em US$ 88,5 milhões (R$ 451 milhões). O apartamento tem mais de 740 metros quadrados, entre quatro e cinco quartos, e faz parte de um condomínio com restaurante próprio, spa, piscina e adega climatizada.

Os 5 apartamentos mais caros de Nova York
R$ 651 milhõesCentral Park TowerDois andares, 1.071 m², oito quartos, vista para o Central Park.
R$ 451 milhões432 Park AvenueCobertura do 85º andar, mais de 740 m², restaurante e spa no condomínio.
R$ 434 milhõesWest Village e Upper West SideDuas casas empatadas, com terraços amplos e reformas assinadas por estúdios de arquitetura.
R$ 408 milhõesQuinto colocadoAndar inteiro no 64º piso, reforma de três anos e restaurante com chef estrelado.

Empatados na terceira posição, com R$ 434 milhões cada, aparecem dois imóveis bem diferentes entre si. Um é uma casa histórica no West Village, com três andares, 715 metros quadrados internos e mais 260 metros quadrados de terraços, reformada pelo estúdio Leroy Street Studio. O outro é um apartamento que ocupa um andar inteiro de um edifício no Upper West Side, com 899 metros quadrados, sala de convívio de 185 metros quadrados e vista de 360 graus para o Central Park e o Rio Hudson.

Já o quinto colocado, avaliado em R$ 408 milhões, ocupa todo o 64º andar de sua torre e passou por uma reforma de três anos conduzida pelo arquiteto e designer de interiores Tony Ingrao. O imóvel tem pé-direito de 4,9 metros (o maior entre todos os apartamentos do prédio), acabamentos importados da Suíça e da África, e acesso a um restaurante privativo comandado por um chef com estrela Michelin.

O que esses números mostram

Além da metragem e da localização, o que diferencia esses imóveis é o pacote completo de serviços e amenidades oferecido pelos condomínios: piscinas, quadras esportivas, restaurantes exclusivos, spas e até restaurantes com chefs premiados. Esse tipo de estrutura, somado a projetos de interiores assinados por escritórios especializados, é o que sustenta preços tão distantes da média do mercado, mesmo dentro de uma cidade já reconhecida pelo alto custo de vida.

Para gestores e investidores que acompanham o mercado imobiliário internacional, esse tipo de levantamento serve como termômetro do apetite por ativos de altíssimo padrão em praças como Nova York. Ainda que sejam casos extremos, eles ajudam a entender como a valorização em bairros como Manhattan segue puxando os preços da cidade para cima, mesmo em um mercado que já parte de uma base considerada cara para os padrões americanos.

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