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Abertura de empresas cresce quase 14% em 2026: o que isso significa

25/08/2026 14:003 min de leituraAtualizado há 8 dias

Vale para: MEI

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.

Se você está pensando em abrir um negócio ou já administra um pequeno empreendimento, os números mais recentes do Sebrae confirmam uma tendência: o país vive um momento de forte formalização. Entre janeiro e julho de 2026, foram abertos 3,6 milhões de novos negócios no Brasil, um crescimento de quase 14% em relação ao mesmo período de 2025. Desse total, 3,4 milhões são pequenos negócios, entre microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.

Quem está por trás desse crescimento

Os pequenos negócios não são apenas parte do movimento, eles são praticamente todo o movimento. De cada 100 empresas abertas no país nos primeiros sete meses do ano, quase 97 se enquadram nessa categoria. E dentro desse grupo, os MEIs concentram a maior fatia: 77% de todas as novas aberturas. As microempresas vêm em seguida, com 19%, e as empresas de pequeno porte respondem por cerca de 4%.

Na comparação com 2025, a abertura de novos MEIs cresceu 14,5%, enquanto entre micro e pequenas empresas o avanço superou 11%. Isso significa que, se você atua como MEI ou pretende migrar para essa condição, está em boa companhia: é o modelo que mais cresce entre quem decide formalizar um negócio no país.

Panorama da abertura de negócios em 2026
3,6 milhõesnovos negócios abertosentre janeiro e julho de 2026, alta de quase 14% sobre 2025.
96,7%são pequenos negóciosMEIs, microempresas e empresas de pequeno porte lideram as aberturas.
77%são MEIso modelo com crescimento mais expressivo, de 14,5% no período.

O levantamento também mostra que esse movimento não está restrito às grandes capitais ou aos polos econômicos tradicionais. Estados como Amapá, Maranhão e Rondônia estão entre os que mais cresceram na abertura de MEIs, mostrando que o empreendedorismo formal vem ganhando força em regiões fora do eixo mais desenvolvido do país. Entre micro e pequenas empresas, outros estados também se destacaram no ranking de crescimento.

Olhando por setor, os serviços seguem como o principal motor da abertura de negócios: só em julho, foram 308 mil novas empresas na área, o equivalente a 65% dos registros do mês. O comércio vem em segundo lugar, com 20% das aberturas, e a indústria representa cerca de 8%. Esse padrão reflete o perfil típico do empreendedorismo brasileiro, concentrado em atividades com menor barreira de entrada, como prestação de serviços, entregas, transporte e comércio.

O que isso muda para quem já empreende ou pretende abrir um negócio

Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, os pequenos negócios são hoje responsáveis por seis em cada dez vagas de trabalho formal no país, o que reforça o peso desse segmento também na geração de empregos, não apenas na criação de empresas. Mas ele também alerta para um ponto importante: abrir a empresa é só o começo. O desafio maior está em manter o negócio funcionando e crescendo diante de um ambiente que ainda precisa se tornar mais favorável ao empreendedor.

Na prática, isso quer dizer que, se você acabou de formalizar seu negócio ou está pensando em fazer isso, vai precisar se organizar rapidamente em pontos como controle do fluxo de caixa, cumprimento das obrigações fiscais e planejamento tributário. Esse cuidado se torna ainda mais relevante com a Reforma Tributária em curso, que vai exigir adaptação nos próximos anos e pode impactar diretamente a forma como pequenos negócios calculam impostos e organizam sua contabilidade.

O crescimento na abertura de empresas é uma boa notícia para a economia, mas também é um sinal de alerta prático: quanto mais cedo você estruturar a parte contábil e fiscal do seu negócio, maiores as chances de ele se manter ativo e crescer de forma sustentável. Contar com apoio especializado desde o início pode evitar problemas com o Fisco, ajudar na escolha do regime tributário mais adequado e preparar sua empresa para as mudanças que já estão no horizonte.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.