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Zuckerberg ultrapassa cofundador do Google e entra no top 5 de bilionários

23/09/2026 17:393 min de leituraAtualizado há 45 minutos

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

O fundador da Meta, Mark Zuckerberg, se tornou a quinta pessoa mais rica do mundo depois que as ações da empresa subiram forte em poucos dias, impulsionadas pelo interesse do mercado em um novo produto de inteligência artificial. O movimento fez seu patrimônio superar o de Sergey Brin, cofundador do Google, em uma disputa que mostra como decisões de tecnologia podem mexer rapidamente com fortunas bilionárias, e também com a percepção de investidores sobre empresas do setor.

O que aconteceu

Nesta quarta-feira (23), o patrimônio de Zuckerberg chegou a US$ 256,8 bilhões, ultrapassando os US$ 255,4 bilhões de Brin. A virada aconteceu num único dia: as ações da Meta subiram 2,1%, enquanto os papéis da Alphabet, controladora do Google, caíram 3,5%, fazendo a fortuna de Brin recuar mais de US$ 9 bilhões em poucas horas. Já Zuckerberg viu seu patrimônio crescer mais de US$ 4 bilhões só naquela quarta.

Essa valorização não é um caso isolado de um único dia. As ações da Meta acumulam alta de mais de 34% no último mês, com o movimento se intensificando desde segunda-feira. Nessa segunda, o papel avançou cerca de 11%, o que fez o patrimônio de Zuckerberg crescer aproximadamente US$ 25 bilhões em apenas 24 horas, um salto expressivo mesmo para os padrões do mercado bilionário.

Por que a Meta subiu tanto

O gatilho por trás da alta parece ser o lançamento do Muse, o novo assistente pessoal de inteligência artificial da Meta voltado ao consumidor final. Segundo a própria empresa, a ferramenta consegue executar tarefas do dia a dia, como enviar e-mails, fazer compras online e organizar compromissos na agenda. Analistas do JPMorgan chegaram a afirmar que o Muse tem potencial para se tornar o aplicativo de IA para consumidores mais usado desde o lançamento do ChatGPT, o que ajuda a explicar o otimismo dos investidores.

O salto de Zuckerberg em números
US$ 256,8 bipatrimônio atualficou à frente de Sergey Brin, cofundador do Google.
+34%alta da Meta no mêsimpulsionada pelo lançamento do assistente de IA Muse.
2,8 milhõesdownloads do Musedesde o lançamento do app no início do mês, segundo a Apptopia.

Os números de adoção reforçam essa leitura: o Muse já foi baixado 2,8 milhões de vezes desde seu lançamento no início do mês, de acordo com dados da Apptopia. Como a fortuna de Zuckerberg está fortemente ligada ao desempenho da Meta, empresa que ele fundou em 2004, levou à bolsa em 2012 e na qual ainda detém participação de aproximadamente 13%, qualquer valorização relevante das ações se reflete quase imediatamente no seu patrimônio pessoal.

O que vem a seguir

Zuckerberg deve fazer o discurso de abertura da conferência Meta Connect, evento em que a empresa costuma apresentar novidades tecnológicas. A expectativa do mercado é que a companhia revele novos produtos de inteligência artificial, incluindo possivelmente um modelo de óculos inteligentes sem câmera, uma resposta a preocupações crescentes sobre privacidade. Esse tipo de anúncio tende a manter os olhos dos investidores voltados para a Meta nos próximos dias.

Para você, empresário ou gestor, esse episódio funciona como um retrato de como o mercado tem reagido rapidamente a novidades em inteligência artificial voltadas ao consumidor. Empresas que conseguem mostrar aplicações práticas e de adoção rápida para IA, como no caso do Muse, têm despertado forte interesse de investidores, o que pode indicar uma tendência a ser observada por quem acompanha o setor de tecnologia ou avalia parcerias e investimentos ligados a essas soluções.

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