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Fundador do TikTok lidera ranking dos bilionários chineses em 2026

05/11/2026 14:214 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de BPO Financeiro, atualizado a cada mudança de norma.

A lista dos 100 bilionários mais ricos da China em 2026 tem um novo líder: Zhang Yiming, cofundador da ByteDance, dona do TikTok. Ele chegou ao topo do ranking após seu patrimônio saltar para US$ 84 bilhões, impulsionado pela forte aposta da empresa em inteligência artificial, incluindo um plano de investimento de até US$ 70 bilhões neste ano, voltado principalmente para infraestrutura de IA. Para quem acompanha o cenário econômico global, essa movimentação mostra onde está concentrado o dinheiro e a confiança dos investidores: tecnologia e inteligência artificial seguem como os setores mais promissores, mesmo em um ano difícil para a economia chinesa.

O que explica a mudança no topo do ranking

O cenário geral não foi favorável aos bilionários chineses. O principal índice da bolsa do país, o CSI 300, caiu 7% no último ano, refletindo o consumo fraco e a desaceleração do setor imobiliário dentro da China. Como resultado, mais da metade dos bilionários da lista perdeu patrimônio, e a soma total das fortunas recuou de US$ 1,35 trilhão para US$ 1,3 trilhão. Mesmo com o crescimento das exportações puxado pela inteligência artificial, isso não foi suficiente para segurar o desempenho do mercado interno.

Nesse contexto, Zhong Shanshan, fundador da fabricante de água mineral e bebidas Nongfu Spring, que liderava o ranking havia cinco anos, caiu para a segunda posição. Seu patrimônio encolheu quase US$ 17 bilhões, chegando a US$ 60,2 bilhões, à medida que as ações da empresa recuaram quase um quarto, afetadas pela desaceleração das vendas em um mercado doméstico já saturado.

Quem mais se destacou na lista

O nome que mais chamou atenção em termos de crescimento foi Liang Wenfeng, fundador da DeepSeek, uma das principais empresas chinesas de inteligência artificial. Ele subiu 31 posições e assumiu o terceiro lugar, com a fortuna disparando US$ 34,5 bilhões, o maior ganho em valores absolutos entre todos os bilionários da lista. O salto foi impulsionado por uma rodada de investimentos em outubro que avaliou a empresa, de capital fechado, em mais de US$ 75 bilhões.

Outro avanço expressivo foi o de Chen Jianhua, presidente do conglomerado petroquímico Hengli Group, que mais que dobrou seu patrimônio, alcançando US$ 25,2 bilhões, e subiu 30 posições até o décimo lugar. O movimento foi puxado pela listagem da divisão de construção naval do grupo na bolsa de Xangai e pelo aumento da demanda global por novas embarcações.

Destaques do ranking 2026
US$ 84 bilhõesfortuna de Zhang Yimingnovo líder do ranking, cofundador da ByteDance (TikTok).
US$ 1,3 trilhãosoma das fortunasqueda em relação aos US$ 1,35 trilhão do ano anterior.
US$ 4,75 bilhõespatrimônio mínimo para entrar na listaalta em relação aos US$ 4,6 bilhões do ano passado.

Novos nomes e o peso crescente da tecnologia

A lista deste ano trouxe sete estreantes, todos ligados a setores de inteligência artificial, robótica ou áreas relacionadas, reforçando a tendência de que esses segmentos são hoje os motores de criação de riqueza na China. O mais rico entre os novatos é Zhu Yiming, cofundador da fabricante de chips CXMT, com US$ 13 bilhões em patrimônio, impulsionado pela proximidade do lançamento de uma nova geração de chips de memória de alta densidade.

Entre as novidades está também a primeira mulher a entrar no ranking, Wang Xin, presidente da Guangdong Dtech Technology, empresa que fabrica ferramentas de precisão usadas na produção de placas de circuito impresso. Já Wang Xingxing, fundador da fabricante de robôs humanoides Unitree, se tornou, aos 36 anos, o integrante mais jovem da lista, um sinal de que empresas emergentes de robótica já têm peso relevante no mercado chinês.

Além dos estreantes, seis bilionários retornaram à lista neste ano, caso de Zhang Wanzhen, ligado à fabricante de componentes eletrônicos Chaozhou Three-Circle, cujas ações mais que dobraram de valor com o avanço da demanda por produtos ligados à inteligência artificial. No total, 13 nomes deixaram o ranking em 2026.

Para empresários e gestores brasileiros, o retrato da China mostra um padrão que vale observar: mesmo em um ambiente econômico desafiador, empresas e empreendedores ligados à inteligência artificial e à tecnologia de ponta continuam atraindo capital e crescendo com força, enquanto setores tradicionais e dependentes do consumo interno sentem mais o impacto da desaceleração. É um indicativo de onde a competitividade internacional está se concentrando e de quais tendências tecnológicas merecem atenção, inclusive para negócios que dependem de fornecedores, parceiros ou tecnologia vindos do mercado chinês.

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