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Xadrez atrai investidores famosos: entenda a nova onda esportiva

18/08/2026 14:523 min de leituraAtualizado há 16 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

O ex-jogador de futebol Gerard Piqué acaba de se tornar acionista de uma franquia de xadrez ligada à Global Chess League. A notícia pode parecer distante da sua rotina de gestor, mas ela ilustra um movimento que interessa a qualquer empresário: como esportes de nicho estão sendo transformados em negócios lucrativos através de investimento, marca e entretenimento.

O que está acontecendo

Piqué, campeão mundial e fundador da empresa de esportes e mídia Kosmos, comprou participação na franquia Fyers American Gambits. Ele se junta a outros nomes conhecidos do esporte que também apostaram no xadrez como investimento, como o atacante Erling Haaland e o esquiador Johannes Hoesflot Klaebo, ambos ligados a projetos como o Norway Chess e o Total Chess World Championship.

O xadrez, historicamente visto como um jogo de tabuleiro tradicional, está sendo remodelado por ligas de franquias, produção de conteúdo digital, patrocínios e plataformas de streaming. A Global Chess League, que recebe apoio da gigante indiana de tecnologia Tech Mahindra e da Federação Internacional de Xadrez, é um dos exemplos dessa transformação, com formatos mais curtos pensados para atrair público de TV e redes digitais.

Por que isso interessa ao seu negócio

Esse caso mostra um padrão que vale para qualquer setor: quando uma atividade de nicho consegue construir estrutura comercial (marca, formato de consumo rápido, patrocínio e visibilidade), ela se torna atraente para investidores de peso. O investidor norueguês Morten Borge, que ajudou a atrair Haaland para o projeto, comparou o movimento ao que já aconteceu com o dardo, outro esporte que conseguiu se profissionalizar e crescer comercialmente além do seu público original.

Borge destacou ainda um dado relevante: quase um bilhão de pessoas jogam xadrez no mundo. Isso mostra como uma base de público gigantesca, mesmo que dispersa e pouco organizada comercialmente, pode se tornar uma oportunidade de negócio quando alguém cria a estrutura certa para monetizá-la. É o mesmo raciocínio que vale para produtos, serviços ou nichos de mercado que você talvez já tenha em sua carteira de clientes ou no seu próprio negócio: existe demanda, falta organização comercial.

Por que investidores apostam no xadrez
~1 bilhãode jogadores no mundoBase de público apontada como oportunidade comercial pelo investidor Morten Borge.

Outro ponto que chama atenção é o motivo pelo qual atletas de alto rendimento se interessam pelo xadrez: a exigência de estratégia, disciplina mental e tomada de decisão sob pressão. Nomes como o ex-técnico Pep Guardiola, o ex-atacante Mohamed Salah e os tenistas Boris Becker e Novak Djokovic já falaram publicamente sobre usar o xadrez como ferramenta de treinamento mental. Para quem administra uma empresa, essa é uma reflexão simples: habilidades como planejamento e leitura de cenários, cultivadas em jogos como o xadrez, também fazem diferença na gestão do dia a dia.

O que fica de aprendizado prático

Não é preciso investir em xadrez para tirar proveito dessa notícia. O caso serve como lembrete de que oportunidades comerciais muitas vezes nascem de atividades que já têm grande público, mas pouca estrutura de negócio. Se você identifica algo parecido no seu setor (uma demanda real, mas sem organização comercial adequada), pode ser hora de repensar como transformar isso em produto, serviço ou modelo de receita mais estruturado.

No fim das contas, o movimento em torno do xadrez reforça uma lição válida para qualquer empresário: acompanhar tendências fora do seu setor pode revelar caminhos de inovação e novas formas de gerar valor, seja você dono de uma pequena empresa ou gestor de um negócio em expansão.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.